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Antonio Bertolossi

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Não estou aqui de passagem.
Cada ato, bom ou não, teve sua importância e por todos eles estou pronto a responder.
Não sei o quesignifica rancor e talvez muitos não saibam que sempre perdôo.
Simples assim! . "Não sabendo ser impossível, foi lá e fez."
Provérbio chines
von 
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Amanhã melhor que hoJe

Seja como o cacto, que recebe uma ínfima porção d'água e oferece bela flor
11 März

Bons tempos!

Bons Dias!
 
Nada a ver com o título. Desejo a todos que tenham Bons Dias, mesmo!
 
Dizer que outros, foram bons tempos seria imaginar que os atuais não o seriam, mas não é verdade. A verdade é que com o passar dos anos não fazemos mais certas coisas boas que fazíamos no passado e isso nos faz relembrar esses tempos como tão bons.
 
Tenham paciência e verão que não se trata de nenhum problema físico de quem já partiu dos 52. Estou tão em forma como aos 20, somente 33 anos envelhecidos em tonéis de carvalho e entenda-se também que não é nenhum TONHÃO CARVALHO, por favor!
 
Ao que interessa, pois.
 
Já disse por esse espaço como a família do meu pai é de uma tranquilidade de por Jó à prova. Mesmo nos falecimentos a reunião familiar não deixava de se transformar em uma "festa" pelo reencontro de todos. Aproveito o ensejo para dizer que apesar de tudo, em nossa família todos que faleceram foram sepultados, diferentemente do que vejo hoje por todos os jornais que fulano foi "enterrado". Prá mim, enterrar é coisa para cocô de cachorro, pessoas, devem ser sepultadas.
 
Minha avó paterna era de uma calma e bondade que chegava incomodar. Enquanto aguardava o arroz cozinhar ou depois das vazilhas lavadas, sentava-se à mesa e fazia ninhos de galinha com ovos e galinha, de miolo de pão. Quando um ninho ficava pronto já tinha 2 ou 3 netos também prontos a pegar para desfazê-los em poucos minutos. A velha não se incomodava e começava tudo novamente.
 
Já meu avô não era de muitos amigos, talvez pela educação que teve e que repassou aos filhos. Diz meu pai que ao se casar meu avô recebeu de seu pai um pedaço de terra para cultivar, claro que nada de graça, vendido como se fosse a qualquer outro. Meu bisavô tinha uma "horta" de melancias, que ficava na beira da cerca que dividia as duas terras. Meu pai e os irmãos mais velhos, passando um dia pelo local, resolveram pegar uma melancia para comerem. Detalhe: Verde! Claro que a coitadinha ficou toda espatifada pelo chão. À noite, o velho vai à casa de meu avô e conta o ocorrido, finalizando
- Agora, se não der uma boa surra em seus filhos, para eles aprenderem, quem acabará apanhando será você!
 
Nunca me esqueci dessa história porque ela me traz à lembrança um caso ocorrido comigo. Não havendo mais parceiros para umas partidas de Escopa 15, sempre jogada nos domingos, na casa de meu avô, fui convocado para completar o quarteto.
 
Meu avô já sofria um pouco de Mal de Parkinson e para provocar os adversários, ele no caso, five a infelicidade de dizer que era melhor pararmos o jogo pois os adversários já estavam tremendo de medo!
 
Meu pai sentiu o peso do olhar de meu avô e eu senti o peso do olhar dos 3. Não houve ameaça contra meu pai, mas o jogo acabou por ali mesmo e um olhar de meu pai já bastava para me desmontar, imaginem 3 olhares do mesmo calibre.
 
Meu avô materno, com quem fui criado. Minha casa ficava no mesmo terreno da casa dele, apesar de ser quase uma chácara. Era um homem alto, magro, sempre muito bem vestido, foi meu herói da infância. Se em minha vida toda tive um ídolo, esse foi meu avô. Acho mesmo que toda minha formação devo a ele, inclusive a bendita cachaça. Como todo herói, ele teve muito mais personalidade que seu discípulo, tacou o cigarro aceso dentro da boca, mastigou, engoliu e nunca mais fumou.
 
Antes de ser fulminado por uma doença que o deixou completamente débil, provocado segundo alguns pela bebida, ainda vou comprovar que isso é uma mentira, toda manhã meu avô baixava nos ninhos de galinha, furava alguns ovos, na cerca de arame e chupava aquilo como se fosse o néctar dos deuses.
 
Meu avô paterno que, apesar de ter um sítio, morava na cidade, sempre tinha uma cesta de vime cheia de ovos. Reunidos os primos e principalmente as primas, decidi que era hora de mostrar minha hombridade. Quebrei as duas pontas de um ovo, frente ao "público" e entornei goela abaixo, GOELA??? Só chegou mesmo na campainha. Quando senti aquela bola entrando pela boca, a sensação era que tinha engolido a Bolha Assassina. Basta dizer que ovo quente e ostra, só tive coragem de enfrentar há poucos anos atrás. Além do trauma, ainda perdi a oportunidade de me "consagrar" junto às primas.
 
Fui falar em família e acabei mais dizendo de mim mesmo. Coisas de Narciso. 
 
Já que comentei sobre 3 de meus avós, não posso deixar de falar de minha avó materna. Outra santa alma que por aqui passou. Cuidou de meu avô, débil, até o fim dos dias dele, coisa de uns oito ou nove anos. Meus padrinhos, primeiro neto, fui sempre muito mimado, enquanto a saúde de meu avô esteve boa, depois as circunstâncias modificaram um pouco a rotina e também minha vida.
 
Agradeço aos meus avós tudo que me proporcionaram de felicidade, carinho, compreensão, educação e retidão.
 
Só me resta dizer que sinto muitas SAUDADES DE VOCÊS!
 
Onde estiverem e espero que estejam próximo a DEUS, dêem-me suas BÊNÇÃOS!
 
Ângelo Bortolossi
Maria Revolti Bortolossi
 
José Sacchi
Tereza Cheribino Sacchi
10 Januar

Comigo acontece de tudo

Sei que não sou diferente da maioria das pessoas mas comigo, parece que  alguns fatos me perseguem.
 
Quem, dos que passam por aqui, não se lembra da "fatídica" viagem a João Pessoa, quando "conheci" a aeromoça com cabelo de ninho de pomba?
 
Dezembro, época de Natal, Ano Novo e... Renovação da carteira de motorista. Tirando o fato de que estou cego, no restante me sinto bastante apto a dirigir. Fazer o que? Vamos à romaria...
 
Aqui temos um serviço público, chamado Vapt-Vupt, onde são reunidos os atendimentos da maioria dos serviços públicos, Tem até oferta de empregos e claro, posto do Detran.
 
Os serviços prestados nos Vapt-Vupts, são muito eficientes e até bem organizados, apesar da quantidade de pessoas que procuram os mais diversos serviços. Mesmo sabendo dos bons serviços, imaginei quantas vezes teria que voltar lá em romarias.
 
O mais próximo do trabalho é dentro de um Shopping. Podem não acreditar, mas o fato é que faltava energia no shopping e o atendimento estava suspenso. Coisa de minutos, pensei, passeei pelo shopping, tomei suco, comprei uma camisa, somente 2 horas depois é que a energia retornou.
 
Uma atendente "rastreadora" perguntou-me qual serviço eu procurava. Ao dizer que iria renovar a carteira de motorista, logo tratou de pegar os papéis de minha mão para conferir.
 
- Senhor! Falta o comprovante de residência.
 
- Quer dizer que se eu morar embaixo da ponte, não tiver energia sem "gato" tomar água da torneira do jardim público e telefone nem pensar, não posso renovar a carteira de motorista?
 
- É uma exigência, pode ser qualquer um desses comprovantes.
 
- Não tenho nenhum comprovante que esteja em meu nome pessoal.
 
- Não tem problema. Retorquiu ela.
 
Não quis me estender no assunto, mas para que serve um comprovante de residência que esteja em nome de outra pessoa? Deve ser resquício do antigo dinossauro que ocupou um cargo qualquer e ainda não foi revogada.
 
Liguei para a empresa e pedi para tirarem uma cópia de alguma conta e pedir ao boy para levar-me.
 
Ainda bem que foram mais do que eficientes. Quando apresentei novamente os documentos para a atendente rastradora, ela olhou e disse:
 
- As cópias da conta de energia e da carteira de motorista têm que estar em uma única folha.
 
- Como é que é?
 
A atendente nem se incomodou com a pergunta e já foi dizendo que havia uma copiadora logo próxima.
 
Como devem ganhar dinheiro esse povo da copiadora. Quem vai imaginar que as cópias têm que estar em um único papel? O mais provável é que fosse o contrário. Mas... Ainda bem que enviaram também o original da conta de energia.
 
Cópia na mão, peguei minha senha e dirigi-me a um local onde umas 150 pessoas aguardavam ser chamadas por 2 painéis luminos os. Minha senha era 91 painel A. Juro que demorou a cair a ficha até saber que painel A era o primeiro painel luminoso. Fiquei quase meia hora olhando para os dois painéis.
 
De repente... Painel A... Senha 91 - Detran.
 
Lá vou eu. Sentei-me à frente de um atendente, respondi as perguntas de praxe e perguntei como faria para me informar sobre a prova de direção defensiva, sinto-me como uma pessoa que sobe com o carro nas calçadas atropelando as pessoas ou pior ainda acelerando o carro na faixa de pedestre mirando naquele sujeito na cadeira de rodas com dificuldade para subir o meio fio.
 
O rapaz disse-me que poderia marcar ali mesmo, no balcão do fundo. Pegando os papéis do processo, disse-me que teria que retornar com o processo pronto depois que fizesse a prova e o exame médico.
 
Fui ao balcão do fundo e perguntei a um outro atendente como deveria proceder para marcar a prova.
 
- Só pode ser marcada depois que fizer o exame médico.
 
- E como faço o exame médico? Só aí lembrei que ninguém havia dito nada sobre o exame médico.
 
- O senhor retorna no balcão de entrada e pede uma senha para exame médico, não precisa entrar na fila.
 
- Obrigado. Nesse ponto pensei, até que estão relativamente bem organizados, mas porque cargas d'água não fazem um corredor polonês???, onde o sujeito vai de balcão em balcão até completar o processo?
 
Peguei uma nova senha e rapidinho apareceu meu número no painel. Entreguei o processo, paguei a consulta e perguntei:
 
- Onde será o exame?
 
- Aqui mesmo. Disse a moça do atendimento. Sua vez é depois daquele senhor de camisa azul, olhei do lado e havia 2 pessoas sentadas em um sofanete, por sinal os dois com camisa azul.
 
- Só que eu não quero fazer o exame agora. Tenho que trocar meus óculos primeiro.
 
- Aproveita e faz. Disse a atendente. Se não passar, tem 30 dias para retornar.
 
- Tudo bem! Se não chegar mais ninguém de camisa azul, serei o terceiro.
 
- Nem bem sentei, pedi que me fornecesse o recibo do exame e já era minha vez.Puxa! Que eficiência!!!
 
A médica, se é que seja mesmo, uma senhora de uns quarenta e poucos anos, olhos assustados, tinha um aspecto de enfermeira de manicômio. Imaginem uma mulher te olhando com olhos assustados, dando a impressão que espera que você a qualquer momento vai avançar sobre ela.
 
Com um papel e uma caneta foi fazendo as perguntas
 
Diabético? Não
 
Enquanto fazia as perguntas atendia um rapaz que trocava o galão de água.
 
Doença nervosa? Ser nervoso é doença?
Fimose? Nem sei o que é isso e prá que precisam saber isso, só judeus homens podem dirigir?
 
Mandou que olhasse dentro de um aparelho e dissesse as letras que via. Como se não vejo nem o lugar de colocar os olhos?
Acendeu uma luz que cegaria até coelho e pediu que dissesse as cores em ordem. Acho que acertei dessa vez.
 
Voltando aos papéis ela disse:
 
- Vou passar o senhor, mas tem que ir ao oftalmologista urgente.
- Claro! Nem queria ter feito o exame antes disso.
 
Vamos medir sua pressão. Aparelho de pressão no braço, estetoscópio na orelha sem deixar de falar ainda com o rapaz da água, que tinha mais sua atenção do que eu próprio.
 
Senti quando o sangue voltou a circular, sinal que tenho pressão mínima.
 
- 16 por 9
- O que? A foto?
- Sua pressão. É bom ir a um médico.
Ué? Eu estava onde?
-Minha pressão sempre foi 12 por 8
- É, mas quando se passa dos 50 as coisas mudam.
 
Eu queria perguntar o que mudou em mim depois dos 50. mas ela nem me conheceu antes dos 50. Nem minha mãe, hipocondríaca de carteirinha e que não pode ver uma placa de consultório que entra, acho até que já leu a sorte entrando em um consultório de vidente pensando que fosse médico, nem ela tem pressão alta. Meu irmão que é gordo feito elefante, tem apnéia grave, nem ele tem pressão alta, porque eu?
 
Quer saber de uma coisa? Eu não vou me preocupar com uma médica que me manda ir no médico, que parece enfermeira de manicômio e que está mais preocupada com a troca da água do que comigo.
 
Dizem que é uma doença perigosa, porque é silenciosa e ataca quando menos se espera. E eu lá quero ficar esperando alguma coisa me atacar? Quero mais é morrer de surpresa, mesmo. Já pensaram eu ter que substituir meu cigarro por um tubo de oxigênio no nariz e meu wiskie por uma dose de remédio?
 
Para finalizar o ano, enfrentei 12 horas de estrada ruim ate a casa de minha filha, em Palmas. Durante minha estada, descobri que meu genro está tomando umas gotas de óleo de copaíba (uma árvore da qual se extrai um óleo extremamente grosso e de odor e gosto muito fortes. O tal óleo é um "santo" remédio prá tudo que é doença. Nervos, prisão de ventre, câncer, diabetes, espinhela caída, irizipela ( se é que se escreve assim), dst, dor de dente, frieira, feridas, hemorróidas, ressaca, infecções, repelente natural de pernilongos(quer dizer, indiretamente cura até dengue), coração... Opa! Coração? Mandei comprar logo dois vidros, encontrei a cura para meus problemas.
 
O interessante é que parece o remédio do momento. Em todos os lugares onde parei, na volta para casa, tinha um papel escrito: "Vendemos óleo de copaíba". Quem sabe o sangue lubrificado não circula mais livre e deixa minha pressão em paz?
 
 
 
 
 
 
18 Dezember

Fim de Ano

Não teria tempo, ou, a bem da verdade, faria algo de forma cansativa e não produziria o efeito que acho que o momento merece, se visitasse todos os amigos deixando uma palavra de Amizade.
 
Portanto, reservei um tempo,   com energia e toda dedicação que os amigos e os não amigos merecem.
 
Desejo a todos UM FELIZ NATAL!!! Mesmo aqueles que professam religiões que não festejam o Nascimento de Cristo. Um Feliz Natal!!! Mesmo que não haja presentes, mesmo que a mesa não seja tão farta, mesmo que algumas pessoas queridas não estejam contigo, desejo que todos tenham nessa data, como também em outras tantas, um carinho abnegado para com os que têm menos ainda, perdão aos que te ofenderam, amor para os que estão ausentes, paz para sentir a presença de Cristo em teu coração.
 
Que no próximo ano possa realizar os sonhos ainda irrealizados, possa olhar que o mundo não se restringe a tu, teu trabalho e tua casa. Teu mundo é um mundo sem horizontes. Que no ano que se aproxima, tenha coragem suficiente para enfrentar teus medos e tuas angústias e tenha humildade suficiente para ouvir as pessoas, dar-lhes mais que ouvidos, dar-lhes atenção e acima de tudo carregar sempre no semblante um sorriso de paz que possa transmitir a todos que te vejam, a tua felicidade de viver.
 
 
FELIZ NATAL E UM MARAVILHOSO ANO NOVO A TODOS!!!
12 November

Ironia da vida!

Caros Amigos,
 
Minha ausência, já quase nem sentida, devido aos poucos textos que tenho publicado, como todos sabem, deve-se ao excesso de trabalho e também uma total incapacidade de escrever sobre qualquer assunto.
 
Apesar disso, meu senso crítico e analítico continuam super ágeis e graças a isso descobri algo revolucionário em todos os aspectos. Essa descoberta poderá revolucionar a psicanálise, todo o comportamento moderno. Balançará o sistema capitalista, capitulará governos, organismos e empresas. Acredito, enfim, que toda a vida no planeta passará por uma radical mudança.
 
O que descobri? Qual é a bomba que revolucionará o planeta?
 
Descuidadamente, vi e revi a nova propaganda da Coca Cola, aparentemente outra entre tantas, claro, como sempre com uma mensagem subjetiva no intuito de manter o público ávido pelo precioso líquido.
 
Mas...
 
Desta vez a mensagem deixou de ser tão subjetiva e passou a ser clara e cristalina como água. Enfim a própria Coca Cola demonstra o porque de seu precioso líquido não poder ser "copiado". Enfim eles próprios divulgam que a Coca Cola tem, realmente, em sua fórmula a famosa cocaína.
 
Claro! Imaginem um senhor de seus 70 anos que nunca havia tomado o refrigerante, mesmo hospitalizado, sair pelas ruas, fazer tatuagem, entrar sorrateiramente em um ginásio e pular em uma piscina de um altíssimo trampolim, roubar uma moto possante e sair em alta velocidade e, pasmem, delirar em plena avenida que está em um campo de nudismo.  Só uma pessoa completamente dopada por droga faria isso.
 
Imaginem para onde vão toneladas e toneladas de cocaína que entram nos EUA? Consumida como droga, é difícil acreditar. Somente se adicionada, como é o caso, a um produto altamente consumido, para que todos, indistintamente, consumam o produto sem saber.
 
Uma prova mais contundente? É fácil perceber que consumidores de Coca Cola são viciados no produto. Como, pretensamente, a coca cola não contém álcool, somente a própria cocaína viciaria de tal forma. Existem no mercado, espectrômetros que distinguem qualquer substância contida em determinado produto. Não seria difícil para uma empresa "copiar" a fórmula da Coca Cola, salvo se o produto contivesse uma matéria prima proibida para transporte, venda e consumo, como é o caso da cocaína e se coca, a cola realmente perde a razão de ser.
 
Agora, imaginem o mundo sem coca cola? Ou com coca cola sem coca? Não virá abaixo?
 
O Bush encararia invadir o Iraque bebendo refresco cola? Com um copo de refresco cola na mão, o americano votaria no Bush? E no shuasisiasafkffneger? Ainda existiria campeonato de futebol americano na base de refresco cola? Os foguetes que se vê no vídeo acima, não funcionariam mais, afinal, segundo soube, só funciona com coca cola.
 
Mas, enquanto nada disso acontece, temos que viver a realidade. Mas qual realidade? 
 
A Coca Cola chegou ao Brasil em 1942, mas naquela época pouco se bebia refrigerante e quando isso acontecia eram aqueles produzidos regionalmente. Somente nos anos 60 é que os refrigerantes começaram a ter grande circulação e é justamente nessa época em que começamos a ver crianças espevitadas, começou a ficar na moda o termo aborrecente. Tudo por influência de um "inocente" refrigerante. Os pais e os próprios, influenciados pela propaganda maciça, foram se drogando e viciando gradativamente.
 
Com a auto-acusação da Coca Cola, decidi me interessar mais pelo assunto e olhem a pérola que encontrei: http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/nacional/news_item.2006-02-15.3195388933 demora um pouco para abrir, mas vale a pena ler.
 
E minha querida mãe me critica por eu tomar meu "inocente" wiskezinho. Melhor que tomar cuba libre, não?
 
Abraços aos pobre coitados que teimam em passar por esse cômodo abandonado.    
 
     
 
01 Oktober

Canibais e Cordeiros

Dentro de algumas horas será encenada a grande peça. Montada ao estilo dos grandes teatros de arena da Roma antiga, tudo correu perfeito até o momento. Os espectadores entenderam a maciça propaganda sobre a importância de sua presença na encenação e acorrerá em peso ao chamado. Diretores e organizadores escondem a 7 chaves a conclusão da encenação. Imprensa e institutos de pesquisa ajudam a dar um ar de suspense Hitchicockiano ao enredo. Atores bem treinados, alguns com mais de 30 anos de profissão, debatem, acusam, inflamam, num perfeito sincronismo solicitado pela obra. Tudo perfeitamente encenado como se ninguém, mas ninguém mesmo soubesse como será o "Gran Finale" da obra.
 
Todos fazem vista grossa à demonstração clara de que já foi mostrado no início da encenação qual será o final. Os organizadores tentam de todas as formas demonstrar que tal demonstração não passa de uma pista falsa que se perderá durante a encenação e garantem aos espectadores que o segredo é inviolável, mesmo contrariando cientistas teatrais que provaram o contrário.
 
Amanhã, quando todos levantarem, o segredo já estará divulgado. Atores, diretores e organizadores estarão se confraternizando por mais um sucesso no encaminhamento da representação. Espectadores discutirão se o final poderia ser diferente, alguns crentes que sim aguardarão a nova encenação, outros satisfeitos com o resultado manterão sua fé e esperança de algum dia poder ser ao menos figurante na encenação que se repetirá.
 
Afinal! Porque tudo isso? Porque se investir tanto em algo que a cada dia mais e mais espectadores sabem de antemão que o final sempre estará de acordo com atores, diretores e organizadores? Imaginam eles que um escorregão de um ou outro ator ou a atuação perfeita de outro possa dar um ar de que tudo acontece de acordo com a vontade do espectador? Os próprios espectadores se deixam enganar por esses pequenos desvios para acreditar que no fundo a vontade da maioria prevaleceu? Ou tudo não passou de uma encenação maior onde diretores, organizadores e atores se combinam e divulgam tal combinação através de institutos de pesquisas e imprensa, no intuito de saber a reação dos espectadores? Se em uma ou outra cena a reação do espectador for altamente negativa, uma planejada escorregada do ator ou uma atuação eloquente de outro dará um ar de grandeza ao todo da peça e o espectador acaba ignorando o "Gran Finale", deixando-se deleitar pela cena específica.
 
Quando teremos, enfim, uma encenação com a vontade explícita do espectador e não a vontade disfarçada de atores, diretores e organizadores, abalizadas pelos institutos de pesquisas e pela grande imprensa?  Quando o espectador poderá se levantar no meio da encenação para dizer que aquele texto ou aquela declinação do ator não está de acordo com sua expectativa? Quando poderemos ver atores, diretores e organizadores serem substituídos de acordo com a vontade do espectador e não de acordo com a própria vontade deles? Quando poderão os espectadores ditar o valor merecido de cada ator, diretor ou organizador e não serem pagos de acordo com suas próprias avaliações? Quando os espectadores poderão realmente acreditar que o que foi dito não será esquecido e que o prometido será de fato cumprido? A própria obrigatoriedade de o espectador participar da encenação já não é por si um abuso de direito?
 
Cansado de rever tal encenação sempre diferente de minha vontade e enojado de ver que após tantos anos, ao ver minha vontade encenada, perceber que em nada mudara. Ver que mudar o ator principal não era ver tudo novo, apenas ver a mesma peça com pequenas nuances particulares do ator principal.
 
Não basta que se mude o ator principal, nem tampouco alguns atores coadjuvantes. É necessário que se mudem todos os atores, que se mudem os organizadores, que se mudem os diretores. Temos que mudar a PEÇA! Não podem haver atores, diretores e organizadores desvinculados dos desejos dos espectadores, afinal são eles, os espectadores, que pagam a entrada e alimentam a peça. Faz-se necessário que institutos de pesquisas não divulguem o óbvio para agradar aos poucos "eleitos" e sim que divulguem a vontade expressa dos espectadores. É fundamental que a imprensa deixe de "carimbar" a vontade dos "soberanos" e passe a, de fato, informar e trazer o espectador ao centro das atenções.
 
Vale lembrar que em atos passados, o ator principal ocupou-se apenas em mostrar o próprio brilho, fechando os olhos aos que à sua volta escorregavam e eram obrigados a sairem de cena. Velhos atores que na temporada passada atuavam próximo ao ator principal agora gritam e pululam contra o novo ator, por terem sido preteridos na cenas principais, esquecendo-se que eles mesmos em temporadas passadas lambusaram-se do fato de estarem nas principais cenas.
 
O que se vê, é que em 24 anos, atores, diretores e organizadores exigiram cada vez mais ganhos pessoais exorbitantes, aumentou-se ainda o número de atores alegando maior autenticidade à peça. Tal abuso chegou a tanto que forçou-se a cobrar mais aos espectadores alegando-se uma nova peça, mas o que se viu foi apenas a velha e esfarrapada peça com novos atores mais ávidos a se manterem efetivos, mais travestidos de deuses e mais dedicados aos seus esquivos interesses.
 
Senhoras e Senhores! Sentem-se! O último ato vai começar! Alguns atores que não se contentam com suas vultosas regalias, serão substituídos por outros que a princípio as aceitam, mas não se enganem, na próxima temporada os ingressos estarão ainda mais caros, atores, diretores e organizadores mais exigentes, tudo para dar a você, espectador, o direito de assistir a mais uma temporada da velha e esfarrapada peça. E não pense em reclamar. Não há o setor de reclamações, Não é de direito reclamar da peça, dos atores, diretores ou organizadores. Antes, cumpra com sua obrigação, que é aceitar comer as sobras que deixaram os canibais, dos animais que você próprio cuidou.
 
De minha parte, não há como deixar de pagar pelo ingresso, que me é cobrado independentemente de minha vontade, mas me reservo o direito de não participar dessa farsa que ainda impõem a todos que se contentam a comer junto com seus cordeiros que alimentarão os canibais sem que nada possa fazer.
 
PS: Após o Gran Finale, haverá ainda a apresentação de alguns atores que alimentarão suas expectativas de uma grande novidade, mas que não passará de reprise da apresentação normal.
 
    
22 August

Uma história recente

O texto publicado anteriormente estava escrito há algum tempo, apenas não gostei por achá-lo um tanto triste e com um assunto, por mim, várias vezes repetidos. Para, como outros, não deixar se perder, resolvi publicá-lo assim mesmo.
 
A sorte, ou a nem tanta sorte de algumas pessoas que teimam em viver em um mundo agitado e desgovernado incita o pobre ser vivente a se iludir que as coisas ainda melhorem.
 
Há alguns anos, e não fazem tantos assim, do tirador de leite ao dentista, do prefeito ao cortador de cana, do padre ao marceneiro, todos tinham em suas casas lampiões que consumiam querosene. É fato que na casa do prefeito ou do padre haviam tantos lampiões quantos cômodos nas casas, ao passo que o tirador de leite levantava-se mais cedo para com o único lampião que dispunha, clarear seu trabalho sem deixar a família somente com a luz do fogão de lenha.
 
Vieram o lampião a gás, mais limpo e com maior luminosidade, depois a energia elétrica que facilitou a vida de todos, do guarda noturno ao bispo.
 
Essa mesma energia, porém, mudou radicalmente nosso modo de vida e dividiu de forma definitiva a sociedade. Antes da energia, o padre e o marceneiro, como disse, usavam lampiões, como hoje usamos a energia, nada de diferente, concordam? Engano! Na época do lampião, existiam também as fossas asséticas, os poços de água, as bicicletas, as ruas de terra. Construísse, o que era raro, um palácio, lá teriam necessáriamente uma fossa, um poço, uma bicicleta e uma rua de acesso em terra bruta.
 
Mesmo o padre teria que ir ao leiteiro buscar o leite, agachar-se na latrina (o que mais se diferenciasse construía um trono de madeira para não doer as pernas e facilitar aos mais velhos e que necessitassem ficar mais tempo por alí.
 
A energia é que começou a mudar tudo. Com ela, as famílias deixaram de ir para as ruas conversar à luz do luar ou do lampião público e se reservaram mais em suas casas.
 
O leiteiro mais ativo comprou sua ordenhadeira, o padre passou a fazer seus sermões também à noite, o prefeito, que já havia colocado pedras em sua rua, tratou logo de passar asfalto também. O marceneiro, com sua nova serra elétrica aumentou em muito sua produção além de reduzir seu esforço físico, assim todos melhoraram suas vidas. Todos? Claro que não! O padre, com mais sermões, mandou logo iluminar a igreja e sua casa. O prefeito vendeu caro sua casa no asfalto e construiu uma melhor no alto da colina, onde é claro, mandou asfaltar também. E o resto da população? Continuou sua vidinha do mesmo jeito de antes, salvo alguns que conseguiram colocar um bico de luz na sala ou na cozinha.
 
A ordenhadeira nova precisava de trabalho e o leiteiro tratou logo de comprar mais vacas, a serra elétrica não podia ficar parada e mais madeira precisava ser cortada, mais energia utilizada, mais gente trabalhando... Com isso a cidade prosperava. Chegavam pessoas de todos os lados e logo arrumavam um emprego, moravam por algum tempo em algum barracão, antes usado para ferramentas ou coisa que valha, até construir sua humilde casinha. O leite já precisava ser ensacado e a madeira trabalhada, assim vieram a indústria do leite, de móveis, como outras tantas. Mais empregos, mais gente chegando, mais dinheiro circulando, mais a cidade se desenvolvia.
 
O leiteiro, assim como o marcineiro, o padre e o prefeito, enriqueceram com seus novos negócios. Os outros leiteiros, marcineiros, que não tiveram a mesma visão ou porque não tiveram o necessário para progredir, de donos de um pequeno negócio passaram a ser empregados, já que a indústria tornava sem competitividade seus negócios manuais.
 
Vieram a primeira vila, a primeira filial da igreja, outra vila, e assim, com a evolução veio também a segregação social. O antigo leiteiro que passou a trabalhar na indústria de leite, forçou-se a vender sua casa, no centro, para a construção de um supermercado, indo assim para a mais nova vila da cidade, assim como outros que tiveram que fazer o mesmo com a chegada dos primeiros prédios, das agências de automóveis que começava também a aparecer, a cinemas, depois os centros de compras (galerias, ainda não se pensava nos shoppings).
 
Os mais abastados e as empresas foram tomando conta do centro da cidade. Os que dalí eram forçados a sair, compravam as casas de outros menos afortunados que eram forçados a cada dia morarem mais longe.
 
A dificuldade de locomoção ao trabalho, de bicicleta, deu lugar às jardineiras o que fez aumentar os custos familiares sem contraposição nos rendimentos, fazendo o pobre cidadão mais uma vez vender sua casa, ainda com um valor razoável, e morar mais longe, do centro, do trabalho, não da igreja porque esta se encarregava de construir filiais, ficando sempre próxima dos mais pobres, mas mais fiéis em seus donativos.
 
A cidade tanto prosperou, que as vilas vizinhas desapareceram ou se fundiram a ela, as cidades próximas, sem tanta expressão viram seus jovens partirem para a prosperidade e depauperaram, assim como seus cidadãos. O leite chegava já ensacado, o armário pronto da fábrica, não permitiam que os leiteiros e os marcineiros pudessem competir com seus processos manuais e perderam também seus negócios.
 
Enquanto isso a prosperidade reinava na já grande cidade. Como não há bem que perdure, as avalanches de pessoas que chegavam disputavam os poucos empregos que existiam, os mais humildes e sem educação formal eram substituídos por pessoas mais cultas e preparadas. Veio assim a primeira enchente de desempregados, pessoas que não acompanharam a evolução e ficaram a meio caminho.
 
À classe média, que antes tinha algumas regalias, foi exigido que tivessem seus filhos em escolas particulares, que passaram a pulular por todos os cantos, transporte para os estudos, cursos de ingles, violão, ginástica, futebol, tudo que possível para dar aos filhos a possibilidade de manter seu padrão social, com isso, sendo forçada, a família, a reduzir seu padrão social atual, morando mais longe, sem lazer e sem possibilidades de mudanças.
 
Com o desemprego, veio também a venda da casa, a mudança para um barraco ainda mais longe de tudo e de volta ao lampião de querosene, às fossas asséticas, ao poço que já não tem água de boa qualidade, pela poluição e pela proximidade da fossa, que sem espaço forçadamente é construída ao lado do poço de água. 
 
Daí foi um passo aparecerem, primeiro os gatunos que se serviam do alheio para se manterem, depois as quadrilhas, traficantes, sequestradores, etc, etc, etc...
 
Os mais abastados se iludem na segurança dos condomínios fechados, sejam verticais ou horizontais e os mais humildes se perdem na imensidão do nada sem ter para onde ir ou o que fazer.
 
Muito ainda poderia discorrer sobre o assunto, mas o que já foi dito dá uma boa visão do problema que criamos e como nossas vidas foram modificadas pelos acontecimentos que, como avalanches, nos soterraram sem nos dar chance de fugir.
 
Na próxima vou tratar do retorno no tempo. Mostrar minha visão sobre nossas vidas e o que fazer para minorar os problemas e tentar uma vida um pouco melhor a todos e não somente a alguns.       
 

De Angú a Jabá

Tenho a mania de não fazer nenhuma entrada em meus textos. Acho que têm um título apenas porque é obrigatório. Não fosse isso e estariam lá os textinhos sem nem ao menos um título.
 
Para fazer uma revolução na matéria, resolvi que esse texto terá um nome... Ainda que seja o mesmo do título...
 
De angú a Jabá
 
Tenho um amigo que sempre cumprimenta as pessoas com um sonoro "O DIA, HOJE, ESTÁ ÓTIMO"!
 
Pode o angú ter desandado pela manhã ou o jabá ter ficado duro no almoço, mesmo se o cadáver do suicida estiver estirado na calçada, creio que ele passará e dirá a mesma coisa... "O DIA, HOJE, ESTÁ ÓTIMO"!
 
De onde vem tanto otimismo? Ou será que aquilo é tão mecânico para ele como colocar um pé na frente do outro para andar ou o ato de respirar? Pensando bem, não é tão mecânico assim. Se der continuidade ao cumprimento, certamente ele comentará sobre o sol, o céu, o calor, o frio, e por aí vai.
 
Não sei se seu otimismo é por ser feliz ou se acaba sendo feliz por ser otimista. A verdade é que nem sei se ele é feliz, apesar de seu semblante sempre demonstrar sê-lo. (Sê-lo é bom!).
 
Ele tem uma boa profissão, dinheiro, esposa, filhos, tem um bom relacionamento com funcionários e amigos, não pode deixar de... olha o sê-lo aí de novo!
 
Bem, contando que meu amigo seja feliz. A vida dele resumiu-se a isso? Conquistar uma profissão, amigos, família, ter um dinheiro em caixa e acabou? Não há mais ilusão? Acabam-se os sonhos? Bem nesse caso não tenho a menor felicidade, acho que sou mesmo um infeliz de carteirinha. Não sei onde guardo, mas tenho quase certeza de possuir um crachá da Associação Brasileira dos Infelizes Inconscientes. O Inconsciente é pela razão de que o associado teima em dizer que é feliz, mesmo sabendo que tem muita ilusão e um sem número de sonhos a realizar.
 
É como a história do sujeito que se antecipando a ser questionado sobre a fidelidade da esposa já vai logo elogiando-a, tirando qualquer possibilidade do interlocutor fazer qualquer referência à mesma.
 
Mas, e o meu amigo? Meu amigo, como disse, se não é feliz, pelo menos demonstra... Será que era para eu escrever sobre os correios, com tanto sê-lo? 
 
O que importa não é o fato de ser ou não feliz e sim o fato de se considerar feliz, mesmo que seus sonhos ainda estejam incompletos ou que suas ilusões nunca se concretizem. A infelicidade de muitos está em achar que completou seu estágio, realizou suas tarefas. Mais infeliz somente a insanidade de não reconhecer o que fez de bom e sentir a cada momento que é demais no mundo. O infeliz, que inveja o outro que fez algo, mesmo que ele tenha feito algo parecido.Tem ódio de sí próprio por achar que sozinho nada é, mesmo que tenha atingido um alto posto social ou profissional.
 
É só imaginar uma pessoa que desdém de seu sucesso para incorporar o derrotismo. Ao contrário do meu amigo, aquela pessoa que acredita que o dia não será nada bom, mesmo que o sol esteja brilhando, os pássaros cantando ou aquela vizinha que teima em gritar mais que o Bruno e o Marrone no rádio. Basta isso para o pensamento já correr logo para o lado negro, "Pelo jeito hoje o sol vai queimar sapo em brejo" e "Ainda preciso comprar um veneno para esses passarinhos deixarem de sujar a janela" ou "Eu me mato de trabalhar e esses aí é que vivem".
 
A felicidade absoluta não existe! Existem momentos de felicidade que são tantos quantos seus sonhos e o desejo de concretizá-los. Além disso existem os infelizes incorrigíveis e os que se entregaram ou desistiram de seus sonhos. Os infelizes são o espectro negro da sociedade, os desiludidos são o peso morto e é em nós sonhadores que devem ser depositada a esperança em um mundo melhor.
 
Feliz dos que sonham e a cada dia renova suas esperanças em alcançá-lo. Infeliz daqueles que sem sonhos, ruminam lamentos de uma vida vegetativa e errante.
 
O erro de muitos é perderem-se em seus sonhos e somente divagar sem tentar torná-los realidade e de outros, em acharem-se possuir mais até do que necessitam e viver mecanicamente seus dias, mas erro maior é dos que não se contentando com o que fizeram, conquistaram ou possuam, vêem sempre os outros com inveja, intolerância ou mesmo ingratidão.
 
Como nas crônicas, difícil adicionar uma dose de humor nos acontecimentos que se passam à sua volta, apesar de não ver infelicidade em qualquer de meus horizontes.
 
  
 
 
10 Juli

Evolução

Não há a menor dúvida que o ser humano evoluiu muito desde que chegou por essas paragens. De grunhir a conquistar o espaço, ou pelo menos o espaço próximo de nossa querida terrinha.
 
Mas, evolução quer dizer avanço? Quer dizer que deixamos para trás tudo que era atrasado?
 
Em aguns casos, é claro que sim. A internet, por exemplo, substituiu praticamente por completo a carta postada. Estava agora mesmo lendo sobre o caso de a internet cair. Coisa que se julga não é impossível. Haveria uma série de complicações imediatas e se ficasse fora do ar por uma semana, teríamos sérios problemas. Desde acesso a conta bancária até controle de tráfego aéreo. De uma simples compra com cartão até congestionamento total das linhas telefônicas. Um drama em que todos teríamos que modificar completamente nossos hábitos já enraizados.
 
Mas, voltando ao assunto de evolução= avanço!
 
Desde os tempos da caverna o homem comeu carne crua, para descobrir milhares de anos depois que é saboroso, pelo menos para alguns como eu, comer a carne praticamente crua mesmo.
 
Construímos verdadeiras megalópolis para ter conforto, ter tudo próximo, etc..., mas não perdemos um final de semana prolongado para ir a um hotel fazenda, praia, campo...
 
Temos uma expectativa de vida quase o dobro de há cem anos atrás, mas perdemos todo esse tempo com trânsito, levando filhos prá lá e prá cá, indo a supermercados, na fila dos bancos, ou qualquer fila. Faça uma anotação de quanto tempo perde em um dia normal, entre uma obrigação ou passatempo e outro.
 
Inventamos o fogão à gas, o microondas para gastarmos pequenas fortunas indo a restaurantes com forno a lenha ou fogão caipira.
 
Gastamos o que não temos para possuir um carro que nos leve ao que deveria ser próximo do que planejamos inicialmente.
 
Nossa casa, de muito conforto, mal nos vê para uma espiada na tv, na internet e o quarto é a única parte dela realmente ocupado.
 
Escolas, faculdades, que nos educam para descobrirmos que em vez de nos unir, afasta-nos muito mais uns dos outros.
 
Essas pequenas coisas corriqueiras é que me fazem pensar o quanto que a evolução está distante do avanço.
 
Muitas outras coisas caberiam aqui nesse espaço, deixo portanto um desafio a todos, que deixem um comentário pessoal sobre como é diferente evoluir e avançar.
 
Quem sabe descobrimos muito mais coisas sobre nós mesmos que não temos tempo para refletir e mudar um pouco nossos hábitos.
 
Beijos a quem é de beijos e abraços a quem é de abraços.
   
28 Juni

Inconformismo

POST MORTEM!
 
Parabéns ao técnico da França que soube anular os jogadores do Brasil e seu pseudo-técnico e PARABÉNS ao FELIPÃO que mesmo com um time muito humilde chega às semifinais.
Ao Brasil resta o consolo que ainda tem os melhores jogadores do mundo e a esperança que os "donos" reconheçam que sem humildade e sem um conjunto homogêneo nunca chegará a ser mais do que "NADA".
 
Não gosto muito de remoer sobre um assunto, mas não consigo deixar de comentar e torrar a paciência dos amigos que aqui vêem e perdem seu tempo com leituras mórbidas e sem sentido, sobre a seleção brasileira.
 
Pesquisa da Globo indicava que 88% dos brasileiros que gostam de futebol, querem, se não um time com um objetivo, que tenha alguma jogada ensaiada, postura em campo, etc... pelo menos que fosse mudada a escalação.
 
Para a dupla ZAGARREIRA a coisa não é assim, acham que jogar feio faz parte da busca em conquistar a copa do mundo.
 
Apesar de ter batido a inexperiente seleção de Gana por 3 a 0, o que se viu em campo, mesmo com 2 a 0, era um time assustado, recuado, passando por momentos de muita dificuldade.
 
Para mim já era esperado que enfrentando um time  que tivesse um técnico estrategista nossa seleção teria dificuldades e a estratégia de Gana foi quase perfeita, o quase fica por conta da fragilidade técnica dos jogadores de Gana. Fossem eles um pouco melhores e estaríamos hoje voltando para casa.
 
Alguns acham que é burrice da dupla, ou teimosia, mas a bem da verdade é que temos a maioria de nossos jogadores como contratados da Nike que é a patrocinadora da CBF e que impõe quem deve ser convocado e quem deve jogar. Amargaram quando o Felipão endureceu e não permitiu que eles fizessem o mesmo na copa passada, concluindo-se que sendo o técnico mais do que um pau-mandado, não precisaria passar por esse dissabor, mas tratando-se dessa dupla...
 
Pela incapacidade técnica de comandar uma seleção como a do Brasil, aceitam dividir seus salários, que não são pequenos, com o Sr. Ricardo Teixeira e pela incapacidade moral aceitam que mandem e desmandem em seu "trabalho".
 
Quer, a dupla, apresentar o raciocínio que o time por estar treinado tem melhores condições de jogo, mesmo jogando feio. É como se no final do campeonato de fórmula 1 o campeão se julgasse o melhor tendo os outros concorrentes quebrado ou batido em todas as etapas e ele tivesse vencido em corridas solitárias. Pode até ser campeão, mas alguém daria a ele algum mérito?
 
Como em 94! A dupla se deslumbra em ter sido penta, com jogos exatamente como os de hoje mas com seleções ainda mais fracas, de empate em empate, de penalti em penalti acabou sendo campeão. Prefiro lembrar 82, quando tínhamos a melhor equipe e perdemos da Itália, perder faz parte do jogo e principalmente do futebol, mas perdemos com galhardia, perdemos com o respeito dos adversários que era unânimes em nos considerar os melhores. Não como 94 e agora, que saímos como favoritos absolutos e hoje não temos nem o respeito da humilde seleção de Gana.
 
A maioria dos brasileiros vêem somente os resultados, não vêem que estamos "matando" nossos adversários usando uma bomba atômica para derrubar um ou dois soldados. São quase 100 milhões de salários por mes jogados nas mãos ineptas de uma dupla que entende tanto de futebol quanto eu de merda de camelo.
 
Não acredito que seremos campeões, temos pela frente a França em evolução visível, depois Inglaterra ou pior ainda Portugal com Felipão e possívelmente na final os donos da casa que também demonstram ter resolvido os problemas da pré temporada.
 
Porque então em nome de 180 milhões de miseráveis, não podemos pelo menos ter a felicidade de ver nossa seleção perder com brio, com os ombros erguidos, com o respeito dos adversários e poder bater no peito sem contestação, "SOMOS OS MELHORES, APESAR DE NÃO TERMOS GANHO".
 
"VENCER SIGNIFICA PROPORCIONAR FELICIDADE A SI E AOS OUTROS. NINGUÉM É REALMENTE VENCEDOR ÀS CUSTAS DA INFELICIDADE ALHEIA". Se não aparecer o autor atribua a mim mesmo.
 
Juro que não toco mais nesse assunto, pelo menos até a próxima copa.   
13 Juni

Eu e a Copa

Ontem tive oportunidade de assistir uma entrevista com o Parreira.
Durante a reportagem ele dizia que nós, Brasil, não tínhamos a responsabilidade de ganhar a Copa, que a responsabilidade era deles, Alemanha por estar em casa e Europeus de uma maneira geral por estarem praticamente em casa.
 
Ora, se temos 5 Copas ganhas, se temos os jogadores mais bem pagos do mundo, se somos considerados por todo o mundo como a melhor seleção, porque não temos a responsabilidade de ganhar?
 
É bem verdade de futebol é "uma caixinha de surpresas", mas daí dizer que não temos a responsabilidade de ganhar vai uma distância grande. Poderia ter sido dito que salvo algum contratempo natural do futebol, jogadores machucados, apesar de bons reservas, expulsão, dia ruim, etc..., ganharemos sim essa Copa.
 
Ou isso, ou tenho que considerar que o Parreira não está muito confiante em seu time, ou no que planejou ou ainda quer se eximir da responsabilidade passando-a para os jogadores e tentar ficar mais 4 anos na CBF.
 
De minha parte e palpite, acho que:
 
Nossa defesa é frágil como prego em gelatina. Havia melhores jogadores a serem convocados e dos convocados melhores que estão na reserva. Claro que a seleção de 70 também tinha os mesmos problemas, que foram sanados com o time fazendo mais gols do que tomando.
 
Não temos um técnico estrategista, daqueles que se impoem frente aos comandados e que usam cada detalhe de cada comandado para ganhar um jogo. Ao contrário é um técnico que só se dá bem na seleção, onde as mutretas são mais fáceis que nos clubes. Vale lembrar que a dupla ZAGARREIRA não ganha menos que uns trezentos mil por mes.
 
Espero que como em 70, os jogadores estejam unidos e possam se impor tanto no campo como fora dele. O resto é questão de tempo.
 
POST SCRIPT
 
Há muito tempo não me deixo entusiasmar exageradamente pela Seleção de Futebol, salvo um pouco em 2.002.
 
Terminado o jogo percebi o quanto nosso time é mal escalado, vide Ronaldo escalado por exigência contratual da Nike. O quanto nosso time é mal dirigido, apesar de serem ótimos jogadores é necessário que se tornem uma equipe e não um bando atabalhoado dentro de campo. Quem tiver gravado pode verificar que em determinado momento a tela da tv mostra em uma área de 4 faixas nada menos que 8 jogadores brasileiros, enquanto o campo que tem 14 faixas, nas outras 10 haviam apenas 2 jogadores mais o goleiro.
 
Incrível como a imprensa arruma formas de minimizar a ruindade de nosso time. Foram unânimes, por onde vi, os elogios à nossa defesa. Dida espetacular! Juan e Lúcio perfeitos! Zé Roberto e Émerson sem falhas!
 
Ora! O que vi foi um time que tinha apenas um jogador um pouco melhor, que não tivesse o  Adriano dado um coice em sua costela e o machucado talvez agora estivéssemos amargando uma derrota.
 
Foram chutadas 5 bolas ao nosso gol. Uma única em diagonal, mas com um ângulo muito fechado acabou sendo fácil para o Dida cobrir o canto do gol. Outras 3 bolas foram chutadas no centro do gol e somente entrariam se o Dida corresse da bola e uma outra que o Lúcio colocou para escanteio. A defesa então não deixou os croatas jogarem? Não. Eles não jogaram porque realmente não têm mais futebol do que aquilo para mostrar.
 
Foi visível a reunião dos jogadores para isolar o Ronaldo que nada fazia. Tanto que no cruzamento da bola que deveria ter sido feito na área, para Adriano e Ronaldo, acabou sendo passada para o Kaká, na hora do gol.
 
Enfim! É lastimável ver que, como bem disse o Galvão Bueno, "um time de grandes estrelas não consegue ser um grande time de estrelas", porque a dupla ZAGARREIRA  tem a incomum habilidade de APAGAR estrelas.
 
Quem entende um pouco de futebol sabe que é uma deslavada mentira dizer que o Ronaldo precisa jogar para entrar em rítmo de jogo, pois são no máximo 7 jogos até a final e ele precisaria de todos eles para entrar em rítmo. Claro que é um risco os dirigentes optarem por esse caminho, mas afinal quem ganha seus 200 mil por mes mais gratificações deve ter seus motivos.
    
  
12 Juni

Mais um dia...

Bom dia, Dia!
 
Independente do que seja começa a raiar e se fazer luz!
 
Dia dos Namorados! Nada a comemorar, ao contrário, se fosse do meu feitio teria mais a lamentar, mas como não sou assim, não comemoro nem desmemoro.
 
O assunto já está por demais batido mas não consigo deixar de registrar. Hoje muitos comemoram a data, já prenunciando o feriadão de amanhã com o jogo do Brasil. Quarta será o dia dos comentários com os amigos, quinta Corpus Cristhi, sei lá como se escreve e a maioria emendando a sexta que niguém é de ferro. Ufa! Semaninha cansativa vai ser essa.
 
Para quem recebe salários, quase ganha uma semana de graça, mas para quem paga... Uma semana perdida.
 
Nada de lamentações, constatação apenas.
 
Voltando ao assunto da data de hoje. Muitos comemoram mas poucos realmente estão enamorados de seus parceiros, trocam-se presentes, talvez uma noite mais romântica, mas amanhã tudo volta ao normal, ou seja, cada um cuidando de seus afazeres e pouco tempo sobrando para o romantismo e o carinho um com o outro.
 
Gosto muito quando estou enamorado. Não que não cometa os mesmos erros dos outros ou que viva sonhando com a amada, mas sinto-me bem tendo em quem pensar, a quem dar e principalmente a quem proporcionar momentos de dedicação.
 
Como, não sei se sou exigente demais ou se cometo erros que acabam sendo fatais, volto ao convívio da solidão. O que para mim não é tão difícil, difícil mesmo é conviver com alguém por quem não se está apaixonado. Não sei como existem pessoas que passam uma vida toda convivendo assim, mas cada um é cada um...
 
Enfim. Desejo que todos que estejam enamorados curtam bastante a data e possam ter um dia ainda mais radiante que os demais e àqueles que não se sintam tão assim, que ao menos nesse dia possam trocar carinhos e torná-lo um dia prazeroso que possa ser relembrado nos demais dias.
 
Bom dia! Dia! 
27 Mai

Dizer algo para não ficar quieto

Ainda não me esqueci e continuo na esperança de um dia ir para aquela casinha no interior e ver o resto da vida passar calmamente entre um cigarro, um wiskie e quem sabe um dengo e um cafuné.
 
Meus motivos de estar há tanto tempo afastado dos amigos que aqui fiz? Trabalho, trabalho e inconformidade com tudo que está acontecendo pelo mundo e principalmente por aqui.
 
As últimas que vão para a cova dos insanos são as questões relativas ao caso das ambulâncias. Gasta-se uma fortuna em investigações, os perceratos (frutos de relação entre percevejos e ratos), nos expoliam, agridem até nossa cidadania e nada pode ser feito. Ninguém pode por os perceratos na cadeia porque a câmara dos perceratos não tem força para fazer nada contra si própria.
 
E olhem que são os perceratos do chamado "baixo clero", ou seja os favelados da perceratânia.
 
Para fazer rol com os perceratos saem de suas tocas os guardiães da bandidagem, alcunhados de "direitos humanos". Alguém viu alguma reportagem dessa corja visitando alguma família, seja de policial, bombeiro, guarda municipal ou mesmo civil, no auge da guerra aberta pelos bandidos no estado de São Paulo? Agora que suspeita-se que a polícia, mal preparada e claro, com alguns maus elementos, pode ter matado algumas pessoas inocentes, vem a curriola pedir justiça. Que justiça que se faz de um só lado? Que justiça eles defendem escondendo-se quando os bandidos matam inocentes e querendo aparecer na mídia quando se trata de policiais que na maioria dos casos não têm culpa de serem mal remunerados, preparados, não terem armamentos condizentes com a função, etc?
 
Depois vem o Cláudio Lambo, com aquela cara de pardal espantado, dizer que tudo está sob controle. Sob controle de quem?
 
Que me perdoem alguns ou até mesmo todos, mas policiais estavam cumprindo seu dever quando foram mortos, agora quem escolheu viver em São Paulo, ou mesmo próximo de um presídio de segurança máxima deve ter todo o cuidado ao sair de casa para não ser morto, ou por descuido ou por estar em um lugar escolhido pelos bandidos para trocar tiros com a polícia. Estivessem morando em Vista Alegre do Alto, Taiaçú ou Pederneiras poderia ficar como assombração pelas ruas a noite toda e não ouviria um único tiro. 
 
Ainda a mídia nos faz engolir goela abaixo escolher entre o lulinha paz e amor, tudo assim minúsculo mesmo, não merecem uma vírgula maiúscula, ainda que não haja, e o pinóquio de plantão. De nada adiantaria também se vencesse a Heloísa Helena, mulher de fibra, ou o Roberto Freire, ao que me consta ainda um sujeito honesto apesar de pertencer à família dos perceratos. Fosse um deles eleito e a perceratada facilmente comandaria e pilharia ainda mais o país forçando a cada votação um naco para si próprios.
 
Não é só de coisas ruins que vive o Brasil, mas que tem cada dia mais, isso tem. A poderosa e intocável Globo, não se cansa de anunciar em seus telejornais que fulano ou uma penca deles foram "enterrados"... Simples assim, como se fossem merda de cachorro. Enterrem aquilo! Ora! É no mínimo uma falta de respeito para com quem quer que seja, o cadáver sendo anunciado deveria ao menos poder ser sepultado. Se não com honras mas com respeito que todo ser humano merece.
 
Em Lageado, RS, os comerciantes protestaram de forma diferente, fizeram um dia de venda de produtos sem impostos (eles alegam terem pagos os impostos, apenas retiraram dos preços os impostos que seriam calculados sobre os custos de produção e venda.) Resultado é que a gasolina caiu de R$2,80 para R$1,40. Um carro de R$24.000,00 acabou vendido por R$14.000,00, acho que nesse caso o comerciante ainda ganhou algum.
 
Segundo as estimativas, até ontem os brasileiros trabalharam somente para pagar impostos. De hoje para a frente vai trabalhar para pagar, aluguel, comida, escola, farmácia, etc. E quando vai trabalhar para si próprio? Segundo a mesma pesquisa, só a partir de 15 de setembro. Ou seja de tudo que produzimos fica para nós mesmos apenas 20%. É ou não é o caso de criar frangos e plantar uma horta em Pitangueiras? Ou em Barrinha? Isso até a vigilância sanitária aparecer lá e dizer que seus frangos têm que ser incinerados porque estão com hepatite e as couves arrancadas porque as lagartas podem transmitir tuberculose ou coisa assim.
 
Na verdade acho que cheguei a um ponto em que estou muito exigente, ranzinza, podem dizer. Mas o que posso fazer? Não consigo sentar em um prego e não demonstrar que estou incomodado.
 
Eu estou incomodado com o mundo e se o mundo estiver incomodado comigo é só me despejar. Sair de livre e expontânea vontade eu não saio.
 
Não é bom esse nosso BRASIL? Vem aí a copa, mais um monte de feriados além dos já marcados. Dia dos namorados chegando, Corpus Cristhi (sei lá,como se escreve), depois vem Dia de São Crispim, da cidade, do estado, do Brazil, dos pais, das crianças, da república, da bandeira, do avô acho que não tem, da pizza é quase todo dia, as férias que ninguém é de ferro, natal e ano novo e tudo começa novamente para desespero das mulheres e conformismo dos homens.
 
Como diria uma amiga...
 
Abraços a quem é de Abraços e Beijos a quem é de Beijos.
 
 
 
   
23 April

Manias

Não sei porque as pessoas teimam em dizer que sou pseudo-humorista com meus textos e que tenho uma forma inteligente de escrever. Na verdade eu mesmo pouco vejo de humor, salvo uma ou outra frase de efeito, acho meus textos longos e às vezes tediosos.
 
Bem! Passado o passado e olhando para a frente, a Lui me convida para participar de uma brincadeira que consiste em dizer 5 manias que tenho e escolher 5 amigos para também "delatarem" 5 manias suas.
 
Do meu lado quase poderia copiar as 5 manias da Lui e reproduzir aqui e pronto! Exceto por eu não ser tão baixinho, não usar salto alto, dificilmente andar de preto, raramente comer sobremesa (no máximo um tiragosto mais leve depois do churrasco), nunca ter feito dieta e nem tentado, minhas manias são exatamente as dela. Ou seja, leio 10 vezes o mesmo livro, vejo 100 vezes o mesmo filme, ouço mil vezes a mesma música, e meu celular, que ganhei de segunda mão de meu filho que comprou um Panavision, vive desligado E descarrregado.
 
Perguntam-me então, minhas manias são iguais às da Lui em apenas 2 ítens e os demais?
 
Bem, vamos recomeçar. Para participar o amigo deve ler e reler o regulamento abaixo, observando bem as entrelinhas (vindo da Lui e sendo regulamento, tem que ter entrelinhas), e se esforçar ao máximo para não ser repetitivo.
 
“Cada blogueiro participante tem de enumerar CINCO manias suas. E, além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher CINCO outros blogueiros para entrarem igualmente  no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogs um aviso do “recrutamento”.  Ademais, cada participante deve reproduzir este “regulamento” no seu blog”.
 
Mania número 1
 
"Melhor estar só do que mal acompanhado"
Já levei tanta bordoada por estar mal acompanhado e com minhas múltiplas separações, acabei ficando com raros amigos e prefiro continuar assim.
 
Mania número 2
 
"Destestar usar banheiro na casa dos outros"
Acho que por isso adquiri outra mania que é acordar cedo. Se for absolutamente necessário dormir fora de minha casa, enquanto todos dormem faço tudo o que tiver que fazer no escondido da madrugada. Isso acabaou gerando duas sub-manias: Sempre sair no meu carro e detestar ver pessoas que não se importam em dividir a intimidade do banheiro, seja com quem for,
 
Mania número 3
 
"Dar mais do que posso"
Essa é uma mania de minhas fases de "apaixonado". Não consigo deixar de dar à amada o que acho que ela mereça, mesmo que isso chegue a custar deixar de lado minhas próprias necessidades. 
Em tempo: Não economizo também em carinho, elogios e surpresas.
O problema está em que as mulheres ou não são afeitas a esse tipo de relação ou quando recebem o primeiro presente crêem que todos os dias voltarão a ganhar outros presentes e quando isso não acontece, já imaginam "outra" em sua vida.
 
Mania número 4
 
E eu achei que nem tinha manias.
 
"Impor meu raciocínio e/ou meus conceitos"
Se penso em algo ou se tenho comigo alguma "certeza", mesmo que não seja tão certa assim, de duas uma ou as pessoas aceitam logo meu pensamento ou discutiremos por muito tempo. Sempre lembrando que a pessoa acabará aceitando ou desistindo de discutir o assunto.
Essa mania já estou tentando curar e tenho feito progressos.
 
Mania número 5
 
"Atraso em compromissos"
Destesto quando me atraso em qualquer compromisso e da mesma forma detesto que façam o mesmo comigo.
Dá até impressão que sou uma pessoa truculenta e irrascível, mas penso que horário e relógio forma feitos para serem cumpridos e olhados. Salvo...
 
- Antonio! O fulano não compareceu ontem ao churrasco porque houve um acidente e ele faleceu.
 
- Não há problema. Quem sabe na próxima, né? Outra mania, ser irônico, não conseguir ficar calado mesmo que ofenda o interlocutor.
 
Por falar em "falecer", não fico sobre livros estudando cada nova forma de falar corretamente, mas nos últimos meses tenho ouvido na "Poderosa Globo", Fulano morreu e foi enterrado, vai ser enterrado, como se o fulano fosse um cocô de cachorro. Acho que os meios de comunicação deveriam ter mais respeito e serem mais zelosos com as palavras que citam em seus programas. Mais uma maniazinha.
 
Exposta minha personalidade, se é que tenho isso, convido os seguintes amigos a também abrirem um pouco suas individualidades
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13 April

Recolhimento

Amigos,
 
Sempre é bom lembrar que a Páscoa só existe porque existiu um dia em que alguém se doou por nós.
 
Um homem que enfrentou todos os dogmas de sua época para servir de exemplo como minguém ainda o tinha feito, por mais de 2 mil anos.
 
Vale a pena relembrar que esse homem, mesmo para os que não crêem, foi no mínimo despreendido de sua própria vida em favor de outros que nem conhecia. 
 
Vale a pena ao menos um pensamento de carinho para quem tanto fez sem nada pedir em troca.
 
Nessa Páscoa, troque ovos, coma e beba à vontade, distribua alegria entre seus amigos e familiares e não se esqueça daquele que nessa dia comemorativo, Ressuscitou.
 
VIVA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO!!!
   
01 April

Parem que eu quero descer!

Inicialmente quero deixar registrado aqui a falta da Nayá em nosso meio, ela que tanto me inspirou em muitos de meus textos. Infelizmente existem fatos que provocam mudanças em nossas vidas e somos obrigados a mudar o caminho ou simplesmente deixar o atalho que seguíamos.
É a tônica da Vida!
 
 
Nunca uma frase esteve tão atual, para mim, como "Pare o mundo que eu quero descer".
 
Não é esse o mundo que eu quero!
 
Porque corremos tanto? Porque desejamos "evoluir" tanto? Essa evolução que vivemos é real ou apenas pensamos estar vivendo uma evolução e na verdade estamos deixando a vida correr ao lado?
 
Evoluimos muito em certos sentidos: Quando nasci, aqui mesmo ainda se trabalhava 12 horas por dia, 60 horas semanais. Hoje são 40 horas semanais para a maioria, tendendo a ir rapidamente para 36 horas.
 
E o que aconteceu? Tinha-se mais tempo trabalhando 60 horas do que hoje tabalhando 40. Porque?
 
As comunidades eram pequenas e os grandes problemas atuais não existiam.
 
Há 50 anos não se gastava 2, 3 horas no trânsito diariamente para ir ao trabalho. Outras 3, 4 horas entre sair para compras de supermercado e retornar à casa. Roupas eram vendidas de porta em porta ou no alfaiate da esquina. Não havia necessidade de tirar o carro da garagem para comprar um simples pão pela manhã. Aliás poucos tinham carros, porque eram simplesmente desnecessários. As pessoas importantes moravam sempre perto, no máximo na comunidade vizinha e sempre era bom dar um passeio de ônibus.
 
As notícias eram veiculadas nos velhos rádios de válvula, que demoravam a iniciar a transmissão até que as mesmas esquentassem. Mas quem tinha pressa? As notícias que interessavam mesmo eram as que ouvíamos de boca em boca, dos amigos e vizinhos. Só nos preocupávamos, quando ouvíamos que a guerra do Iraque estava acontecendo pelo medo de chegar a nós, ou no máximo de levar um filho ou irmão. Quem sabia onde ficava o Iraque? Que diferença faria se fosse eleito presidente dos EUA, o Bush ou a Rainha da Inglaterra? Apenas agradecíamos a Deus quando ouvíamos que um terremoto abalara o Japão, que um furacão atingira o golfo do México. Lembrávamos que nada disso ocorria em nosso país.
 
Naqueles tempos, quem era proprietário de terras, plantava. Se as terras eram maiores que sua capacidade, o proprietário "dava a meia" para que outro plantasse. Não havia falta de terras para quem queria trabalhar.
 
Poucos pagavam aluguéis ou uma vida de prestações de casa ou apartamento. Não havia a pressa como se amanhã o mundo fosse acabar. As casas eram construídas pelas próprias famílias, no máximo um pedreiro mais experiente era contratado. E hoje? Compra do terreno, escritura, registro, engenheiro, CREA, mestre de obras, pedreiro, servente, registro em carteira, INSS, FGTS, vale refeição, vale transporte. Uso do solo, licença da prefeitura, caçamba para entulhos, ou para se livrar de tudo isso, paga-se por uma casa ou apartamento o valor que a construtora decide em função do fica perto disso, perto daquilo, segurança, meios de locomoção, nível social. Nada disso era necessário naquela época. A locomoção era a velha bicicleta ou as próprias pernas, os ladrões eram facilmente reconhecidos e tinham que fugir ou eram presos, onde construísse era perto de tudo, a convivência entre pobres e ricos era mais natural, o que distinguia um do outro era apenas a casa, talvez o acesso a um clube e nada mais.
 
Se a filha do prefeito ou do juiz da cidade se casava, não havia convites "exclusivos", festas fechadas. Toda cidade era convidada para o churrasco, era um prazer para o pai rico mostrar a toda a comunidade que sua filha se casava. Quanto mais gente, mais prestígio e todos comiam, bebiam e se divertiam.
 
Há quanto tempo não sai um final de semana para um simples papo com um amigo, no bar, no parque, na saída da missa, ao sair do trabalho. Quanto tempo faz que não vai a um sítio, apanhar mangas, laranjas, beber leite fresco, comer um frango caipira? Há quanto tempo não pega uma varinha de bambú no final do dia e relaxa pescando até o escurecer? Há quanto tempo não leva um bolo para seu vizinho, ou recebe dele? Há quanto tempo mesmo que não vê seu vizinho? Não faz pouco tempo que pegou o último pé de alface ainda no solo, que chupou uma laranja apanhada na hora, que tomou leite com nata, que fez uma deliciosa limonada para 20 pessoas. Lembra quando comeu seu último frango caipira? Feito na panela de ferro ou de barro?
 
Muitos estarão pensando, naquela época a expectativa de vida era bem menor, então evoluímos, em saúde, pelo menos. Hoje se tem mais liberdade de ir e vir, com os modernos meios de transporte, tem-se um conhecimento maior de todos os assuntos pelos meios de comunicação em tempos reais.
 
E era realmente necessário alguma coisa destas? Historicamente o homem vem aumentando sua expectativa de vida, sem maiores atropelos. Queremos viver 150 anos, e prá que? Se vivíamos melhor e mais felizes morrendo aos 50? Além disso nada impediria que a medicina, transporte, educação (acho que a daquela época era melhor) ou comunicação pudesse evoluir. Porque é necessário uma cidade de 1, 2, 10 milhões de pessoas para que se construa um hospital de pesquisas? O que se vê na televisão em São Paulo não é o mesmo que o matuto do sertão do Ceará ou da Paraíba, vê? Vai-se daqui para a Europa em 12 horas (mais 2 de trânsito e 2 de espera para o embarque), o que poderia deixar de ver em 16 horas de viagem num carro com a família? Num raio de 16 horas de viagem, você terá, museus, futebol, cinemas, praias, serras, rios, clubes, restaurantes, cidades, campos, teatros, enfim terá acesso a tudo. Com a grande vantagem de poder morar ao lado de 15, 20 mil pessoas que o conhecem, o cumprimentam e leva uma erva até sua casa quando passa mal. Não é necessário que viva ao lado de 1, 2, 10 milhões de desconhecidos que nunca saberão o dia de sua morte ou ao menos nunca sentirão sua falta.
 
Parem! Eu quero descer!
 
Quero viver a vida simplesmente de maneira simples. Quero poder comer uma carne de porco sem precisar ver o rótulo do vencimento, se passou pela vigilância sanitária, se foi conservada todo o tempo na temperatura correta. Quero beber meu leite com nata, mesmo que jogue a nata fora, mas quero ter certeza que meu leite veio da vaca e não de um conjunto de máquinas que põe isso e tira aquilo. Quero ter uma casa simples construída ao lado de uma mansão, sem me sentir inferiorizado por isso. Quero conhecer o prefeito, o padre, o juíz, o dono da padaria, do supermercado (ou armazém), saber quem fez a rapadura que como, fazer pamonha com milho colhido na hora.
 
Se nossa evolução tivesse sido natural, com 52 anos já estaria pensando que a qualquer momento estaria indo dessa para a melhor (o que não quer dizer que não vá a qualquer momento). Entretanto teria vivido mais com meus pais, dado mais atenção aos meus filhos, convivido mais com meus netos e certamente estaria ainda vivendo com minha primeira mulher.
 
Em nada me arrependo de tudo que viví e amo tudo que tenho. Não tenho mágoa ou rancores de ninguém. Sou feliz ao meu modo, podendo ser ainda mais com pouca coisa que me falta e o resto de meus dias, gostaria muito de vivê-los na paz e tranquilidade de uma cidadezinha de 10 mil habitantes como aquela em que nasci.     
11 März

Itaituba X Barcelona?

 
Não foi nenhuma surpresa tão grande saber que a Nayá, http://spaces.msn.com/nayasheila, tenha montado um time de futebol. Afinal para que vive fazendo rapel e outras brincadeiras do tipo foi a última vez, jogar uma pelada não pode fazer mal nenhum.
 
Quer dizer, o Delano que o diga, conviver com uma mulher cheia de hematomas de caneladas e com seios doloridos de boladas.
 
Como sempre, gosto de demonstrar meu apoio (intrometido mesmo) às pessoas quando investem em um novo desafio.
 
Por isso já dei um nome ao time: Atlético Clube Air Bag "ACAB", já desenhei o uniforme,
 
que tem as cores da cidade de Itaituba.
 
Fui mais adiante. Com o apoio do Gil, http://spaces.msn.com/gilandrade/, fundamos uma torcida. A Torcida Organizada Acabense."TOA..TOA" e já foi confeccionada a primeira bandeira de nossa torcida para levar ao estádio no provável confronto com o time feminino do Barcelona 
 
 
 
Como todo time que começa, sabemos das dificuldades que enfrentaremos, mas temos a certeza que os obstáculos são apenas espinhos de rosas perfumadas que levarão nosso glorioso ACAB ao sucesso e se tornar o CAMPEÃO DOS CAMPEÕES.
 
Você que não tem um time para torcer ou que sofre como flamenguista, corintiano, atleticano, venha ser um de nós, participe dessa nossa cruzada.
 
Sabemos e estamos confiantes em nosso grupo de jogadoras e no departamento técnico do clube, que seremos gloriosos pelos campos por onde passarmos.
 
Empresas como Nike e Adidas já disputam o patrocínio do clube e de algumas jogadoras de destaque, como a Nayá, Paula e Leda.
 
O presidente do clube, Sr. Delano, através do departamento jurídico, com o competente Dr. Jairo à frente, já protocolaram junto à prefeitura solicitação de construção de um estádio de futebol com capacidade para 150.000 pessoas e estão gestionando junto à FIFA para que a Copa Toyota Interclubes Feminina seja sediada em Itaituba.
 
A Federação Paraense de Futebol já se manifestou favorável ao acesso automático do ACAB à Primeira Divisão, onde aguardará os clubes que subirão da segunda divisão para iniciar, no próximo ano o primeiro Campeonato Paraense de Futebol Feminino da Primeira Divisão.
 
HINO AO ACAB
 
Ainda não temos história,
Nem mesmo temos Glória
Nem vai levar um tempão!
Para que o ACAB,
Seja eternamente,
Campeão!
 
Nosso time é o mais bonito,
A geral já está cheia,
A justiça ao nosso lado
os adversários que ganharem,
irão todos prá cadeia!
 
SEJA UM TOA..TOA. INSCREVA-SE COMO TORCEDOR ORGANIZADO E GANHE UMA CORNETA!
 
 
08 März

E Agora?

D-E-S-M-O-T-I-V-A-D-O!
 
Este é o termo correto quando me perguntam porque não estou escrevendo, porque não visito os amigos tão prezados que aqui fiz, perguntam-me até se vou acompanhar o féretro de alguns que se foram e aproveitar para ir-me também.
 
Já disse que esse espaço somente será fechado por ordem judicial. Eu mesmo posso até parar de escrever, mas ele ficará aqui quietinho com tudo que tem dentro.
 
É verdade que pouco vale a pena, mas já é um começo, esse pouco.
 
Não se trata de despedida nem coisa que o valha, apenas esclarecendo, talvez a mim mesmo, o que me levou a estar fora do ar por esses tempos.
 
 
Minha relação com esse pedaço de chão está parecida com o marido que deixa a mulher. Vez ou outra volta para a casa dela esperando que ela não tenha encontrado outro e quando constata que é verdade sente medo que ela peça para ficar.
 
Estou lendo um livro de crônicas do Ziraldo, "Aspite" que significa Assessor para Palpites. Em uma delas ele relembra que em sua infância cantava uma música de igreja, quando seu pai o repreendeu dizendo que a música não era "trem de ferro / cheio de cristão" e sim "Tende Fé / Sede Cristão" e ele na missa seguinte quase entra na boca do sujeito que cantava para constatar que o maior cantor da igreja cantava mesmo errado.
 
Lembrei-me de dois casos de minha infância, com essa história. Uma de um sujeito afro-descendente (Agora é moda dizer isso sobre a pessoa negra). Deixando de lado os processos judiciais a que estamos sujeitos quando chamamos nosso amigo de pigmentação escura da pele, de negro, preto ou qualquer outro termo que não seja afro-descendente. Tem gente pegando um solzinho a mais só prá garantir uma vaga na faculdade na quota dos afro-descendentes.
 
Mas isso é outra história. Viram como tenho facilidade para fugir do assunto principal? Por isso ninguém guenta ler o que escrevo.
 
O afro-descendente de minha infância, quando não havia processos, tinha o apelido de carinhoso de "Tição Preto". Explico que o apelido era mais em função do Tição do que da cor, mas o não se aguentava em ser chamado pelo apelido e onde estivesse xingava o insultador.
 
Em uma das procissões da igreja da cidade, um sujeito vendo o Tição com aquela enorme vela na mão, cantando: Os Anjos  /  Todos os Anjos! Os Anjos  /  Todos os Anjos! Resolveu atormentar a vida do Tição. Sempre tem um que vai só para aprontar. Já viram? Em velório sempre tem alguém que solta uma gargalhada, em elevador é pum e assim vai.
 
Pois bem, tá lá o Tição cantando: Os Anjos  /  Todos os Anjos! Num dos refrões o tal sujeito se colocou logo atrás do Tição e na primeira oportunidade quando todos cantaram a primeira parte "Os Anjos", o sujeito emendou "Tição Preto!
 
O afro-descendente, não podendo xingar no meio da procissão, como mandava sua vontade, ficou verde, azul, lilás, até quase voltar à cor original. Depois de 3 refrões com so sujeito atrás introduzindo (nada físico) o apelido no refrão da ladainha, o Tição não se aguentou.
 
Na primeira oportunidade, quando o coro cantava um refrão adiante: "Os Anjos", ele devolveu: "Tição preto é a puta que pariu!" Imaginem isso cantado no meio de uma procissão. 
 
A outra história já é mais infantil, passou-se no Grupo Escolar. Quanta saudade eu tenho de lembrar que tive formatura de quarto ano primário, depois fiz o preparatório para o Ginásio,uma prova de capacitação para frequentar a próxima etapa da vida. 
 
Também não é o caso de comparar os métodos de ensino e as facilidades e dificuldades de cada época. O fato é que eu sei que aprendi mais do que qualquer menino aprende hoje.
 
Eu tinha um amigo, teria que dizer "já partido", mas não fica bem. Um amigo que desistiu de continuar. Quer dizer, forçaram ele desistir entuchando um bom câncer incurável.
 
Esse amigo tinha um problema, que para ele era "progrema". Ele simplesmente não conseguia falar problema. Nas aulas ele levantava a mão educadamente, esperava a professora autorizar levantar-se e dizia: Professora, ainda não entendi esse progrema.
 
- Batista! É PROBLEMA! PROBLEMA! Diz aí, como é que se fala?
- Progrema.
 
Ela desistiu de tentar e eu nunca fiquei sabendo se ele um dia conseguiu falar problema corretamente.
 
Será que essa minha desmotivação é gerado por algum progrema fízicu?
 
     
20 Februar

Constatação!

Pós publicado:
Este foi o último texto escrito no teclado pena de ganso do velho Corcunda de Notre Dame. O próximo já estará sendo digitado na maciez das teclas do Hiper-Super Compaq 24 válvulas, HD de 8 cilindros, com acentos automáticos, Pára brisas de 1 Gb, atingindo a incrível marca de 0 a 10 segundos em apenas 2 segundos.
 
Parabéns aos amigos Tico e Teco que conseguiram manter no ar esse blog por 1 ano.
 
Queridas(os) Amigas(os)
 
Não é de bom tom e nem de meu feitio (fica parecendo coisa de costureiro), desistir de uma boa briga ou discussão, mas como o caso da Maria (Regininha) Alice ficou parecendo pão amanhecido, vou deixar esse caso esvair-se por si próprio. Afinal de contas eu não tive nada com essa história e se a Maria (Regininha) Alice é casta ou precisaria ser castrada, se o Lorenzo é vegetariano ou não, não me diz respeito.
 
O importante em tudo, nessa vida, é observar. Observar tudo que se passa ao lado, à frente e principalmente às costas. Sabem como é, nunca se deve, nesses dias de insegurança, dar as costas a ninguém.
 
Em minhas viagens, quase sempre vejo algo que me chama a atenção e disso tiro algumas lições, como muito viajo, já tive lições demais, só ainda não aprendi porque meu Tico e Teco não são tão velozes como aparentam.
 
Antonio José!!!!! Tem gente que já está dando nos nervos para essa história começar! Deixa de lero-lero e diga logo ou se cale para sempre!
 
Pois bem!
Não sei bem porque, mas a verdade é que descubro muitas coisas na vida quando estou tranquilamente redestilando um wiskie ou suspirando umas baforadas de fumaça ao ar.
 
Dessa vez não foi diferente. Chegando em São Paulo, depois de duas horas vendo aquele cigarrinho aceso abaixo do compartimento de bagagem do avião, sinalizando que alí NUNCA se deveria esquecer do cigarro, mas que ALÍ NÃO era possível fumar, parti para o metrô em direção à rodoviária. Meu destino Sorocaba, interior de São Paulo, a gente diz interior por questão geográfica, mas trata-se de uma grande cidade.
 
Como ainda não tive o prazer de ir a Roma, não sou muito dado a perguntar (às vezes me pergunto porque não pergunto, já que perguntar leva até a Roma, e eu só estava mesmo indo a Sorocaba!!!) procuro pela empresa que me despacharia a Roma, quer dizer, Sorocaba. Porque em rodoviária não tem carrinho de transportar malas, como em aeroportos? Pergunta idiota essa minha! E como os carregadores de malas iriam viver? Nos aeroportos eles não podem aparecer porque as pessoas são importantes, estão perfumadas e nem suas malas poderiam ser tocadas por aqueles carregadores suados que colocam suas malas (as malas dos viajantes) nos seus "carros" e se autodespacham para a companhia que você anunciou, ou você corre atrás do carregador, quer dizer da sua mala, ou numa cidade como São Paulo pode perder mala, carregador e talvez até outras coisas pelo caminho.
 
Calllllllma! Vamos nos ater ao assunto.
 
Quem sai de férias, como já saí umas tres ou quatro vezes, acha barato, o maior barato pagar R$60,00 de táxi para ir do aeroporto à rodoviária, mas para quem está a trabalho todos os dias do ano, saber que pagou por uma passagem para andar mil quilômetros, míseros, R$285,00, pagar essa fortuna para chegar na rodoviária é um absurdo completo.
 
Aliás voltarei ao tema dos absurdos mais tarde.
 
Enchi tanta linguiça e nem ao menos estou próximo do assunto principal. Como voltarei à linguiça mais tarde, quer dizer, ao assunto do absurdo, vou pular essa parte e ir direto ao fato mais importante nesse momento.
 
Fato Importante! Aqui o figurante leitor pode pausar, tomar café, ir embora, esquecer o endereço, ou qualquer coisa que o valha.
 
Retorno a Goiânia. Aeroporto de Congonhas, São Paulo.
 
Depois de verificar que minha passagem estava marcada para o dia anterior e em horário totalmente diferente(quem já passou dos 50 sabe do que falo) do que eu sacrificadamente me dispus a  chegar ao aeroporto, depois de ver aquela linda moça da companhia aérea perguntando: - Qual seu destino? E eu quase abrindo a boca declarando: Gozado! Não havia prestado atenção, mas parece que meu destino é alugar um ap, estar junto de você, ter filhos.... Cara! Credo! Você já é até vazectomizado (palavrinha fdp). Tudo bem, mas ainda continuo virgem, aos que são desavisados.
 
Sim! A mocinha!
- Qual destino?
- Goiânia, sem dar nem um centavo de gorjeta para ela.
- Que horas senhor?
- Agora? Nessa profissão a pessoa no mínimo tem que ter relógio, penso eu.
- Não. O horário do seu vôo.
- 7:53. Algo assim britânico. Toma chá? Sim, em 4 minutos e 30 segundos.
- Senhor, deve haver algum engano!
- Claro que pode. Quem sabe disse "a ver" e eu imaginei que estisse dizendo haver!!! Pensei ainda me contendo.
- Não temos vôo nesse horário! Posso ver sua reserva?
Eu já num misto de impaciência com uma pergunta no ar, será que é premonição? O avião vai cair e essa mocinha está me avisando antecipadamente? Entregando a reserva, num fax meio apagado, olhei bem para ela e senti que não era premonição nenhuma. Ela tinha tudo, menos cara de anjo do apocalipse. Se bem que em determinadas circunstâncias, quem sabe??? Eu não poderia estaria ouvindo o soar das trombetas, depois de tombar exausto na batalha que teríamos terminado de embater.
 
A enviada de satã, pega a reserva, olha para mim, olha para a reserva novamente, eu vejo um misto de curiosidade, pena, compaixão e aquele sorriso satânico a me dizer: - Senhor, um momento. E sai a diabinha correndo pelo aeroporto.
 
Mal sabe ela que em tempos de internet, Raios X nas malas (verdadeira história que não consigo contar), ela com um simples fax estivesse me fazendo perder o vôo. Tadinha!
 
A diabinha volta com aquele sorriso no rosto,dentes perfeitos, mas que eu sabia serem perfurados e dalí sairiam os fluidos que me transformariam, como ela, numa nova encarnação do mal. Ali vinha aquela que iria anunciar que  minha alma já pertencia a ela, ou melhor, ao patrão dela.
 
- Senhor! Seu vôo foi ontem, às 20:20 hs, o senhor precisa se dirigir ao balcão de reservas.
 
Eu  que só tinha dormido 3 horas para pegar aquele vôo britânico das 7:53, fiquei pensando... Será que morri e isso é só uma forma de tentar voltar do paraíso (bom, para a mocinha, eu estaria voltando do inferno). Devia existir uma lei que pessoas acima dos 50 só pudessem viajar acompanhadas. Claro que acompanhadas de pessoas com menos de 50, senão acabam sendo 2 perdidos.
- Como assim? Pergunto já sem tanta segurança.
 
- Olha aqui! Seu vôo estava marcado para ontem, dia 10 de fevereiro às ...(apagado) sei lá que horas. O senhor deve se dirigir ao balcão.
 
Tudo bem! Internet, computadores, evolução, tudo nos conformes. Que nada! Pela minha alma atrasada, cobraram o equivalente a 1/3 da viagem propriamente dita, sem contar que perdi meu horário britânico de 7:53 e fui jogado para as pontuais 10:00 horas tupiniquim. E eu tinha gostado tanto de viajar às 7:53.
 
Aqui é a pausa da verdadeira introdução. A partir daqui não há retorno!
 
Reserva novinha nas mãos, R$115,00 a menos no bolso, um café expresso para animar. - Bem forte por favor!
 
Um cigarrinho para relaxar... Afinal são só mais tres horas!
 
Como por encanto veio o pior! A ficha caiu, aquela que há tantos e tantos anos eu havia perdido e não sabia onde se encontrava, de repente, como se fosse um sinal vindo sei lá de onde, alí estava a ficha! Amarelada pelo tempo, desgastada por tantas bundas que esfregaram nela, mas ali estava ela!
 
A Ficha! Aeroporto de Congonhas, 7:15 horas da manhã, lado externo, chuva miúda, céu carrancudo, pessoas andando, outras paradas, minguém vendo a ficha.
 
Claro! Como não havia visto a ficha antes? Como ninguém percebeu? O mundo se dividiu e ninguém tomou consciência dessa divisão? Todos acham que tudo continua como dantes? Não! Eu nunca diria "Como no quartel de Abrantes"!
 
O mundo se dividira e eu e ninguém percebeu!
 
Não! Claro que todo mundo sabe que os católicos e protestantes estão tentanddo a paz, cristãos e muçulmanos vivem em todo o mundo em relativa paz, (é só), judeus e palestinos estão em uma guerra pela paz (até pela paz eles fazem guerra). Oriente e ocidente se completam, comunistas e capitalistas já não se odeiam. Onde estaria então a divisão da humanindade.
 
Creiam, leitores! A divisão da humanidade acabou chegando aos pulmões.
 
PULMÕES??????!!!!!!!!
 
SIM! Esta é a realidade! Hoje o mundo está dividido pelos pulmões! E por incrível que possa parecer, hoje, enfim, o negro é tido como o que há de melhor, o mais punjante, o mais eticamente saudável, o mais reverenciado.
 
Não entendeu?
 
Pois bem! Explico!
 
Aeroporto de Congonhas, São Paulo, 10 de fevereiro de 2.006, 7:15 ou 20 da manhã.
 
Acendo o cigarro na área externa do aeroporto. Chuva fina, com um ventinho que às vezes trás uma garoa ao corpo, tres cinzeiros coletivos e uma dezena de fumantes a degustarem seu prazer, ou vício endemoniado, tres ou quatro taxistas teimando em levá-lo para outro lugar.
 
Uma tragada! Um despejo de fumaça, e... Lá dentro do aeroporto, confortavelmente, pessoas tomam seus capuchinos, seus leites achocolatados, sorridentes, felizes. Aqui fora, frio, ninguém preocupado com o vizinho, salvo quando lhe pedem o isqueiro, tudo frio, todos frios. Lá dentro, falta apenas fazerem algazarras, tão felizes se mostram.
 
Um frio na barriga começa a me perseguir. Ao atravessar a porta, um armário branco (não existe só segurança preto, claro) me pergunta: - Vai embarcar senhor?
 
- Vou. Claro que a vontade era dizer que estava esperando pelo horário do almoço, que adorava almoçar vendo os aviões subindo e descendo, mas me contive.
 
- Qual é o horário de seu embarque?
 
- 10:00 horas.
 
- O senhor tem a senha?
- Senha? Que senha?
- Do pulmão!
- Senha do pulmão?
- Sim. Dirija-se à plataforma 3 bloco A sala 5. Lá o senhor poderá fazer seu cadastro pulmonar.
- Cadastro pulmonar? Prá quê?
- Senhor! Só obedecemos ordens! Todas as pessoas que adentram o aereporto devem cadastrar-se na Divisão de Acompanhamento de Viciados incorrigíveis, DAVI.
 
Mais essa! Dirigi-me à Plataforma 3, Bloco A. Um aviso grande e nítido "Portadores de inscrição com tarja branca ou sem cadastro queiram entrar pela área externa". Que raios estaria acontecendo agora? Será que é alguma nova gripe do frango, espalharam antrax, concluíram que carne com brucelose faz mal à saúde humana?  Ou será que é só para eu pegar uma gripe andando sob essa chuvinha fria?
 
Sala 5, décimo oitavo na fila. Fila para quê?
- Para tirar radiografia. Diz uma pessoa entediada.
- Então é isso mesmo. É para isolar os contaminados por alguma doença grave. Claro que eu não tenho nada, afinal acabei de chegar do interior.
Minha vez!
- Bom dia! Diz o gentil senhor que revela as radiografias.
- Pode até ser que acabe bem, mas até agora... Só decepção... E sono!
O senhor me entrega a radiografia e pede que eu aguarde ser chamado pelo Doutor que a analisará. Minha radiografia está perfeita! Salvo por uma pequena mancha preta do lado esquerdo, o resto tudo branquinho como manda o figurino. O doutor quase tira a radiografia de minha mão e já diz categórico:
- O senhor fuma?
- Graças a Deus! Aquela manchinha já me denunciou.
- O senhor pretende entrar no Curso de Desintoxicação Forçada Rápida? CUDEFORA?
- Não. Quero apenas ir para casa.
- Esta é sua nova identidade, não a perca, caso contrário terá que fazer os exames novamente.
 
Saio da sala com uma nova identidade, que não sei ainda para que serve, mas que não demoraria a saber.
Dirigindo-me à placa sinalizadora de entrada nas dependências do aeroporto, sou barrado por outro sujeito pedindo minha nova identificação.
 
- Senhor! Diz ele. Tarja branca somente pode entrar depois de ter sido identificado pelo Departamento de Normas Visuais. Alí na sala 6.
 
Não fosse eu ter parado de blasfemar já teria dito: Mas que diabo está acontecendo?
 
Uma mulher gorda se aproxima de mim, aponta uma espécie de pistola para minha testa e dispara. Vejo no espelho um pequeno sinal vermelho. Sem ao menos dizer um "a", a mulher gorda chama: - Próximo! e me entrega um pequeno livreto.
 
MANUAL DE CONDUTA DE PESSOAS CLAREADAS OU "PULMÃO BRANCO".
 
Já de início está bem escrito: Os portadores de pulmão branco ou clareado, ficarão restritos às áreas a eles designadas, não podendo, de acordo com a lei, adentrar recintos exclusivos às pessoas de pulmão preto. Qualquer transgressão a esse artigo, levará o transgressor a ser detido e pagar multa.
 
- Mas que raio de lei foram inventar agora? Remunguei comigo mesmo. Novamente na área externa, acendo novo cigarro, abro o tal manual: Serão considerados fumantes inveterados todos aqueles que tiverem a radiografia do pulmão esbranquiçada em pelo menos 5% da área...
 
O taxista se aproxima e novamente me pergunta se vou precisar táxi. Respondo olhando para o livro, dizendo que não. Não contente ele puxa conversa.
 
- Tomando conhecimento da nova lei agora? Está vindo do interior?
- Sim, para o tamando conhecimento e sim para o vindo do interior, respondo.
- É uma lei feita pelo Serra, quando ainda era Ministro e só foi aprovada agora. Tudo foi feito sob sigilo porque a lei previa a execução sumária de todos os fumantes. Esse artigo foi vetado pelo Presidente porque ele ainda previa a prisão perpétua dos alcoólatras.
 
Meio embasbacado e ainda sem conseguir entender bem pensei: Se não tivesse vetado, em qual categoria será que me colocariam? Prisão perpétua seguida de morte por injeção letal ou morte por injeção letal seguida de prisão perpétua?
 
- Mas e meus direitos constitucionais de cidadão? Perguntei ao taxista
- Todos suprimidos! A emenda constitucional somente garante direitos constitucionais aos portadores de carteira "PULMÃO PRETO", ou aqueles que estejam sendo acompanhados pelo Departamento de Acompanhamento de Viciados Incorrigíveis.
- E isso vai valer no Brasil todo mesmo?
- Começou pelos aeroportos mas a lei deve ser cumprida imediatamente a partir de hoje em qualquer lugar da federação. Qual o status de sua carteira?
- Nível 6. Disse eu olhando para um pequeno papel que me entregaram.
- Nossa! O pior! Significa que seu pulmão está todo branco.
- Ainda falta alguma coisinha.
- O senhor vai ter que tomar cuidado daqui prá frente. Disse o taxista, dando meia volta e perguntando a outro possível cliente se precisaria de táxi e se afastando de mim.
 
Sozinho eu comecei a pensar: - Mas isso é um absurdo completo! O próprio taxista se afastou de mim não porque eu fumo, parece mais que estou com alguma doença contagiosa. - Agora sim! Aqueles detestadores de fumantes vão poder se deleitar! Nem George Owrell, em, 1984, pensou nisso.
 
Fiquei pensando nas possíveis situações que me ocorreriam.
Nem eu nem qualquer outro fumante iria conseguir um namorado ou namorada que não fume. Ou seja, os relacionamentos seriam marcados pelo vício e não pelo amor ou pelo tesão.
No restaurante: - Senhor, a mesa reservada aos fumantes está ocupada. Não é por nada não, mas recomendaria procurar outro lugar. A fila de espera está imensa.
Ou... - Se o senhor não se importar que a mesa dos fumantes está sob uma grande goteira.
 
Certamente que espalharão por todos os lados aqueles cartazes: PROIBIDA A ENTRADA DE PESSOAS PE PORTEM ISQUEIROS, FÓSFOROS, CIGARROS, CHARUTOS, CACHIMBOS E CORRELATOS.
Além desse que estará  afixado até em poste, os agentes de marketing e propaganda irão tentar encontrar um novo nicho de mercado para compensar o isolamento dos fumantes.
 
No Motel: Desconto de 10% de segunda a sexta feira para praticantes de incestos. Os adoradores de swing terão 50% de desconto para a terceira pessoa. 
 
Nas Academias: Radicais islâmicos e Judeus terão redução de 30% na taxa de inscrição.
 
Nos hospitais: Atendendo às normas de ética, este hospital tem reservado leitos a portadores de carteira pulmão branco, níveis de 1 a 4 na lavanderia e os de níveis 5 e 6 no morgue principal.
 
Na farmácia: Os portadores de carteira pulmão branco serão atendidos por ordem de chegada. Sempre que chegar cliente com carteira pulmão preto, terá nossa preferência, ou, Portadores de carteira pulmão branco terão de apresentar receitas médicas de 5 diferentes especialistas e pagarão uma taxa de desinfecção de R$20,00.
 
No cemitério: Portadores de carteira pulmão branco não poderão utilizar a capela ecumênica nem tampouco serem velados na área coberta, devendo ser encaminhados direto aos túmulos ou em casos de necessidade na área reservada do estacionamento.
 
Nos supermercados: Proibida a venda de bebidas alcoólicas a portadores de carteira pulmão branco de qualquer nível. A GERÊNCIA.  A antiga seção de tabacaria foi substituída por uma nova seção de perfumes e cosméticos.
 
No café: Tome aqui seu café! Só fume lá fora!
 
Nos shoppings: Nossa direção colocou novo serviço de tabacaria móvel onde os fumantes poderão adquirir seus produtos e serem conduzidos à nova área de fumantes em belo terreno ao lado da ETE (Estação de Tratamento de Esgotos). Lembramos que ao retornarem do tour, passem pelo borrifador de fragrâncias colocado na entrada do prédio.
 
Em casa: Meu querido, ou, Minha Querida! Conforme disposto no artigo 4 da Lei de Fumantes, somente poderá adentrar este recinto após ducha no banheiro próprio, no fundo do quintal e do artigo 5 dessa mesma lei, contatos de aproximação física deverão ser acompanhados de uma caixa de pastilhas Valda e eau de toilete devidamente escolhida pelo parceiro.
 
No condomínio: Portadores de carteira pulmão branco, utilizem as escadas. Este condomínio está em conformidade com a nova lei de fumantes: Confortável área de 2,5x2,5 metros localizada no terceiro subsolo ao lado da lixeira central. Para sua maior comodidade, recomendamos que os usuários levem cadeiras,  velas e cinzeiro. No térreo: Proibida a circulação de pessoas portadoras de fósforos, isqueiros, cigarros ou cinzeiros. Os infratores pagarão multa de 1/2 salário mínimo e a detenção do produto proibido.
 
Nas escolas e faculdades: Esta instituição tem quoto reservada para 3 portadores de carteira pulmão branco. Estão proibidos de prestar exames vestibulares os portadores de carteira pulmão branco, que deverão ser avaliados pelo sistema de quotas.
Os portadores de carteira pulmão branco somente poderão utilizar a biblioteca se devidamente higienizados. O transporte ou uso de qualquer produto que possa induzir que o portador faça uso de cigarros ou correlatos será punido com EXPULSÃO! Estão abertas as inscrições para o CUDEFORA - Curso de Desintoxicação Forçada Rápida.
 
Nas casas de Massagem: Nossas garotas têm certificado de Pulmão preto emitidos pelo Ministério da Saúde.
 
Propaganda do Ministério da Saúde: Não há provas científicas que demonstrem que a maconha prejudique as pessoas passivas, ficando portanto o produto liberado para uso, ficando restrito seu uso apenas aos locais proibidos antes da lei dos fumantes, como elevadores, por exemplo.
 
Propaganda do Ministério da Fazenda: Em razão da queda dos impostos sobre o consumo de cigarros e derivados, fica instituída uma taxa de R$1.500,00 para emissão de carteiras pulmão branco niveis 1 e 2,  R$3.000,00 para carteiras níveis 3 e 4 e R$5.000,00 para carteiras níveis 5 e 6. Os portadores de carteira pulmão branco deverão renovar suas carteiras 2 vezes ao ano para avaliação de categoria. A não revalidação da carteira nas datas previstas acarretará multa de 100% sobre o valor da taxa.
 
Senhores passageiros com destino a Goiânia, vôo 3497, da TAM, queiram se dirigir ao portão 14, última chamada.
 
Perdido em meus pensamentos, nem havia percebido a hora passar. Corri para o portão anunciado. Leitor de código de barras, raios x da mala. Opa!
- Senhor sua maleta contém ferramentas.
- Claro! Eu uso no meu trabalho.
- O senhor terá que despachar sua valise. Não é permitida a entrada de qualquer produto que possa ser utilizado como arma.
- Arma? Bom, é claro que sempre se pode furar alguém com uma chave de fenda, ou sair cortando os passageiros com um estilete. Mas eu também posso enforcar o passageiro da frente com meus cordões do sapato. Ou acha que dentro de um avião dá para salvar uma pessoa que teve sua jugular cortada por uma dentada? Sem contar que poderia ir ao banheiro e sair pelado, o que provocaria risos em uns e infartos naqueles mais hilários ou mesmo morte por asfixia nos que se engasgassem com as gargalhadas. Enfim, pode-se matar gente de todo jeito.
 
Volto para o balcão de atendimento, despacho minha maleta, corro novamente para o portão, código de barras, passo no detector de metais, chego à sala de embarque.
 
- Senhor Antonio José Bertolossi. Queira se dirigir ao portão 14 para embarque imediato. ÚLTIMA CHAMADA!
 
Corro novamente, bilhete entregue, entro no ônibus que me levará ao avião. Olho para um lado e para outro. TODOS ME OLHAM! Como querendo dizer, estamos atrasados por sua causa. SÓ PODERIA SER UM PULMÃO BRANCO MESMO!
 
 
 
 
   
 
01 Februar

Pedido de Ajuda

Republicado em 02/02/2006 às 8: horas
 
Apesar das provas cabais e do depoimento sincero, algumas pessoas teimam em considerar que Maria Alice e Regininha não são a mesma pessoa. Como forma democrática de desfazer qualquer  disponibilizamos aos leitores uma enquete para que possam livremente se manifestar.
 
PS: Regininha já recebeu 634 ligações, arrecadou R$36.320,00 e

1.000,00. Está nesse momento viajando para Lisboa para cumprir a obrigação de agradecimento a um lisboeta.  

 
 
Caros Amigos,
 
A Nayá, http://spaces.msn.com/members/nayasheila/, juntamente com algumas amigas, por enquanto a Bebel, http://spaces.msn.com/members/labirintos/ e a Lui, http://spaces.msn.com/members/luivana/, iniciaram uma campanha para reabilitação moral de uma "moça" que a Nayá conheceu quando fazia recenceamento.
 
Como é de praxe entre as mulheres, estão escrevendo cartinhas melosas, como se fossem a própria "moça" e a pedido dela, para um nobre chamado Lorenzo, na tentativa de convencê o pobre ingênuo a se enamorar da dita "moça".
 
O objetivo da "moça", nascida Maria Alice no norte de Goiás mas hoje conhecida pelos becos de Itaituba como Maria Regina, ou simplesmente Regininha Tanajura. Levada de Goiás por um caminhoneiro que lhe prometeu casa, cama e roupa lavada, mas que na verdade parava o caminhão de hora em hora em uma sombra no acostamento, segundo ele para relaxar. Regininha foi deixada na praça de Itaituba toda dolorida, porque ainda não estava acostumada a sacolejar tanto numa boléia de caminhão, com a promessa do caminhoneiro voltar assim que terminasse de descarregar a carga.
 
A pobre moça perdeu-se na vida, tendo já 8 filhos, quatros deles sem nem mesmo saber quem é o pai, precisa melhorar sua situação para juntar-se ao seu atual amado, o Tião, Também conhecido por Tião Bengala (não me perguntem porque já que o cara é jovem e sadio). A tentativa de se enamorar de Lorenzo é uma forma de conseguir juntar algum e fugir com o amado Tião.
 
Como ser humano também resolvi dar minha colaboração no sentido de encaminhar a pobre "moça".
 
Não!!!! Não vou escrever cartinhas melosas em nome dela, para o Lorenzo.
 
Faço aqui um apelo para que todos os amigos contribuam com um donativo.
 
Além de um recibo no valor doado, para abatimento no Imposto de Renda, o doador poderá receber um agradecimento especial da própria Regininha Tanajura.
 
Para doar:
 
R$20,00 - Ligue 080080080020 - Terá direito a uma ligação a cobrar com toda a sensualidade da Regininha.
 
R$50,00 - Ligue 080080080050 - Terá direito a um encontro pessoal com a Regininha, nos becos de Itaituba, sem corega na dentadura superior, que está com o preço pela hora da morte e com risco do aparecimento repentino do Tião . Afinal é apenas agradecimento!
 
R$100,00 - Ligue 0800800800100 - Poderá ter um encontro com a Regininha com direito a corega na dentadura, mas tem que ser nos becos e o Tião ainda poderá aparecer.
 
R$150,00 - Ligue 0800800800150 - Com isso a Regininha garante o Tião na venda tomando cachaça.
 
R$200,00 - Ligue 0800800800200 - A Regininha aluga o quarto do zelador do Grande Hotel Itaituba, para ficarem mais à vontade. Garantia que o Tião estará tomando conta das crianças.
 
R$300,00 - Ligue 0800800800300 - A Regininha encontra-o em qualquer lugar que você quiser.
 

€$300,00 Ligue 0800800800300 - + uma passagem, a Regininha encontra o doador onde bem ele quiser.

 

$10.000,00 Nem precisa ligar, a Regininha vai morar com o doador por 2 anos, como faria com o Lorenzo, mas depois foge com o Tião. 

 

$100.000,00 - A Regininha mata o Tião, joga os meninos no Tapajós, assume o nome que o doador desejar e promete amor eterno.

 
Eu já fiz minha parte doando R$20,00 e garanto que recebi um telefonema da Regininha como prova de sua gratidão.
 
IMPORTANTE! A Regininha somente se compromete a agradecer 10 doadores por dia, que ninguém é de ferro, mesmo para agradecer. Ao ligar, verifique o seu lugar na fila evitando ser passado para trás.
 
LIGUE JÁ!
 
DEPOIMENTO EXCLUSIVO DE MARIA REGININHA A ESTE SITE HOJE PELA MANHÃ.
 
Antonio, obrigada pela oportunidade que está me oferecendo de explicar toda a verdade.
 
Eu fui Maria Alice até mais ou menos 13 anos, quando os meninos começaram a me chamar de Regininha, acho que foi porque na minha cidade tinha uma senhora muito boa para os meninos, que se chamava Dona Regina. Tão boa ela era que todos os meninos que a visitavam, saíam de sua casa de banho tomado e sorridentes, mas ela só convidava mesmo os meninos.
 
Eu achava isso estranho. Até os meninos me mostrarem porque ela só chamava eles. Quando eles me mostraram, todos saíram sorridentes e eu também.
 
Já mais adulta não pude ir para a Espanha (em Goiás toda mulher que faz um homem sorrir quer ir para a Espanha) porque segundo o empregador de lá, os espanhóis preferem moças que trabalham muito e para isso eu teria que ter um físico mais avantajado. Também acho que não ia dar certo mesmo, acho que sou mais do tipo caminhoneiro, gosto de poder tomar uma fresca sempre que me dá vontade.
 
As meninas, Nayá, Bebel e Lui, são uns amores, escrevendo aquelas cartinhas melosas para o Lorenzo. Imagina se ele se apaixona mesmo por mim? Vem me buscar, com meus filhos e tudo. Vou pedir a ele que leve o Tião Bengala para cuidar do jardim e quando ele viajar o Tião pode me proteger, atiçar a brasa da minha lareira com aquele ferro e me ver quentinha, toda sorridente.
 
Eu até tenho dó, sabe, mas o pouco que vou tirar do Lorenzo nem vai fazer falta para ele. Com todas aquelas fazendas! E eu vou me cuidar bem para ele, não vou só esfolar, não. Vou pedir para o Tião passar bucha nas costas dele... nas minhas também. Vou no salão todos os dias, trocar as dentaduras frouxas por novas, já comecei até a tomar banho de água de romã com broto de goiaba. O Tião vive me enfernizando, dizendo que está com as mãos que é puro calo, de tanto apanhar broto de goiaba e romã, mas eu disse que é para o nosso bem, para ajudar nós fugir lá prá caverna escura.
 
Antonio, eu só achei que você foi muito exagerado naquela última doação. Até que matar o Tião, por todo aquele dinheiro, ainda passa, mas jogar os meninos no Rio Tapajós? Ah, isso eu não tenho coragem, não. Eu arrumava uma boa creche para eles, com esse dinheirão todo, imagina como eles iam ficar felizes.
 
Gente! Por favor ajudem, tá? Eu estou precisando muito! Olha, se tiver mais mulheres para ajudar escrever cartinhas melosas, também serve, é só falar com a madrinha Nayá. E os que ajudarem aqui pelo espaço do Antonio, prometo ser bem melosinha nos meus agradecimentos.
 
E não se esqueçam. Prefiro que as mulheres só contribuam escrevendo cartas para o Lorenzo. Apenas os homens façam suas contribuições em dinheiro.
 
Como prova de que estive aqui, deixo uma foto que fica sobre a cômoda. do meu quarto.   
 
Regininha no beco de Itaituba, esperando o trabalho começar.
 
Regininha Tanajura
      
22 Januar

Modernidades

 
Bom dia, Dotô! Hoji veiu cum a isposa. Prazê, Juvenço, ao seu dispô.
 
Vamo! Vamo sentá prá móde prosiá um pôco, inquanto a Filó passa um café fresco.
 
Ah! A vida daqui da roça é muito dura, mais é muito simpres i pacata. Muito diferenti da cidade grande qui conheci quano levei Juvená, meu fio mais véio, prá móde istudá na facurdade.
 
Aqui a genti num careci di nada prá móde sê feliz. O trabaio é duro, mais a genti vê o sór nacê, as criação acordá, o chero do pão da Filó no forno. Aqui nóis tem du qui comê e di si adiverti. Nus sábado sempre tem um forró prá animá o pessoar, dumingo, tem o futebór nas fazenda, os jogo de bocha  i di truco no armazém do Tirso, us armoço bem preparadu prus convidadu.
 
Tudo mundo qui passa aqui num vaisimbora sem um naco de bolo i um copo di café. Deferenti lá da cidade de ocês, qui ninguém óia prá ninguém, tudo mundo corri num sei di quê. Aqui num tem us viadultu cum gente morandu imbaxo. Semo pobre, mais nem us cachorro perdido fica sem u qui comê.
 
É fato qui dasveis aconteci di a chuva fartá i u roçadu secá ou di a chuva tudo inundá, cumo foi cum u Tião nu anu passado. Tevi qui passá uns meis na cidadi, coitadu, trabaianu di ajudante di pedrero, carregava lata di cimentu nas construção, mais a famia dele num tevi um isso aqui di dificurdade. Tinha sempre arguém levanu arguma coisa prá cumadi dá prus minino.
 
Nóis num tem curtura, Dona, mais nóis tem coisa mió, nóis tem zelo cos amigo.
 
Juvená foi istudá, é verdadi, mais pruque quiz du qui pur pricisão. Ele qué si aformá em dotô adivogado. Diz qui é prá móde defendê nóis das lei.
 
Essas lei qui elis faz na cidadi i qui só prijudica nóis. Isturdia tevi aqui um tar fiscar, falô qui nóis tem qui pagá us imposto. Mais ara, qui nóis já paga tudo ano um tar di imposto das terra. Ele falô qui us imposto é prá móde ajudá nóis, consertando as istrada, si tem cabimentu, quasi nunca a gente vê quarqué cunserto. Quandu mais pricisa, qui tem uns buraco ô qui argum caminhão atola nu barro, si num semo nóis qui acode, aqui ninguém dá as cara.
 
Isturdia passô aqui um sinhô todo alinhado, inté di corvata ele tava. Pidiu prá nóis votá nele, dexô inté um retrato co numbro dele. Falô qui ia representá nóis lá na casa das lei. Eu falei prele, mais nóis num carece di mais lei, pur aqui nóis veve cum nossas lei. Si qué ajudá memo, pruque num paga us imposto prá nóis? Num é memo? Cuma um home podi ajudá nóis aqui da roça si eli oiava inté  as bosta di galinha nu chão prá num pisá incima?
 
Óia, Dona, nóis tá obrigadu a tirá uma tar de nota fiscar di tudo qui vendi i dispois tem qui pagá um mundu di imposto pu governu, qui nóis nem sabe quem é.
 
U dinhero qui elis tira di nóis elis gasta lá prás banda da cidadi grandi i nóis fica só cu trabaio.
 
Quandu um di nóis tá im dificurdadi, num vem uma arma du governu prá ossiliá. Nóis memo é qui tem qui si virá.
 
Si nóis pricisa di um médicu tem qui pagá, remédiu tem qui pagá, inté prá rigistrá us fio tem qui pagá! Intão prá móde que pricisa di governu? U café qui nóis coie tem um mundo di imposto, diz qui a maioria vai prus istrangero. Nóis num tem manera di vendê prus istrangero pruque nóis é piquenu, aí tem qui vendê prum tar di isportadô.
 
Eu vi lá na cidadi grandi. Nóis pricisa vendê um sacu di café prá módi comprá umas xicra di café prontu. Pagá a facurdadi du Juvená, pricisa um monte di sacu di café tudo mes. I nóis só coie o café uma veis nu anu. Tem qui pagá inté nas féras!
 
Prontu. Chegô u cafezinhu. Podi bebe a vontadi, Dona. Du bolo tamém, é di mio, da roça du cumpadi Norbertu.
 
Cumo eu tava falanu, as coisa anda pela hora da morti. Antigamenti nóis vindia um sacu di café na cidadi i comprava ropa, carçadus, materiar das iscola dus mininu, as coisa qui num tem cumo fazê aqui. Hoji tem uma tar de vigilânça qui proíbi nóis di vendê. Nóis pricisa vendê pru isportadô. Aí nóis tem qui vendê dois sacu di café prá comprá as mema coisa qui comprava vendeno um sacu antis.
 
Eu num sei dos dia di amanhã, pur essa vorta tudo qui a sinhora vê, é prantação dumas impresa istrangera, num demora muitu i u governu num vai mais dexá tê roça piquena i nóis vai tê qui vendê as terra prá elis. Sem tê u qui fazê, nóis vai tê qui mudá prá cidade. Vai sê isploradu nas impresa di construção, trabaiá di catá os lixo da cidade, pru móde que nóis num sabi fazê nada. Nóis só sabi prantá, carpi e coiê.
 
Dona, pru móde isso qui as coisa num vai bem nu nossu Brasir. Tantu qui fazê nas roça, num carecia tê tanta genti na cidade. Num carecia tê genti passano fome, nem pedino ismola nas rua. Um home trabaidô, aqui num passa fomi hora ninhuma. Sempri tem uns franguinhu i um porquinho gordu. Mio prá fazê uns bolo, arrois im quarqué brejo si cóie, fejão é só prantá nos ladu dus pé di café qui dá qui é uma belezura. I dispois ainda a paia servi prá móde adubá os café.
 
Num careci num mundão di terra desses di tê essas lei qui leva tudo u dinhero di nóis trabaiadô.
 
Januário. Mora bem atrais do morro. Chegô aqui num tem seis meis direito. Veiu du norti ca famia. Sujeito trabaiadô qui só ele. Num injeita ninhum sirviço. Morô uns tempu imbaxo di uma tapera, mais ca nossa ajuda já construiu 3 cômudu e agora vai construi mais dois prá acomodá mió us mininu. Dr. Dercidis já ponhô na mão dele um nacu di breju de a meia, prá eli prantá arrois. Pricisa di vê cumu tá bunita a roça dele. Issu tudu ele faiz ca ajuda dus fiu sem carecê pará di trabaiá. Si Deus ajudá qui a chuva num vem dimais, cum umas quatro ô cinco safra eli já podi comprá uma terrinha piquena só prá eli. Si tivessi ficadu na cidadi tava inté agora carreganu cimentu nas construção, us mininu prás rua, vivenu numa tar de favela.
 
É, Dona. Aqui a vida é simpres, mais tem sempre lugá prá quem qué trabaiá. Prá cumê i vivê num carece preocupá.
 
Dona, a Filó já devi di tá cum sucu di goiaba, qui panhei onte, prontinhu, inté cum gelu já devi di tá. Tamu cum geladera nova.
 
Dotô! Dexaí as muié prosiá um pôco, vamu na casa du Juão Tibúrço, eli devi di tê uma branquinha das boa, qui ele faiz prá vendê. Si quisé comprá pá levá prá cidadi, mais prá tomá aqui num careci preocupá, bebi inté intorná i num ofereci dinhero prá móde ele num si zangá. Dispois nóis vai prazerá cum lombo di porco qui a Filó já pois prá assá i umas galinha di cardu qui eu já mandei us mininu matá.
 
Careci di carru não, é logu ali pertinhu, dispois é bão prá abri mais u apititi.
 
Num tem prazê maió na vida qui a genti prosiá cas pessoa di curtura iguar ao sinhô.
 
 
15 Januar

Memórias

Caros Amigos,
 
Aproveitando a onda que se abate por estas paragens, comunico que também irei fechar esse espaço. Diferentemente de outras pessoas, vou explicar os motivos.
 
 
MOTIVO:
 
Cataplan! De repente ví-me estendido no chão sem essa nem aquela. Coisa esquisita! Não conseguia nem lembrar o porque da queda, um tropeço, mal estar, buraco, nada me fazia lembrar.
 
De repente aquela mão estendida para me auxiliar a levantar. O homem alto de rosto magro, parecia meu avô materno, abraçou-me e disse apenas: - Vamos!
 
Para onde? Pensei sem ainda estar plenamente consciente. Fui acompanhando aquele senhor sem ao menos saber para onde íamos.
 
-Sente-se melhor? Perguntou-me tranquilamente o senhor.
 
- Sim. Não sei porque caí daquele jeito.
 
- Há um momento em que podemos cair assim. Felizardos os que simplesmente caem.
 
Felizardo? Pensei eu. Como ele pode achar que ganhei na loteria tendo levado um tombo que poderia muito bem ter-me quebrado um braço, clavícula ou pior ainda um traumatismo craniano? Esse velho prá mim é doido!
 
- Ainda bem que não sofri nenhum arranhão. Disse eu por fim.
 
- Na maioria das vezes é assim. O corpo simplesmente amolece, as pernas bambeiam e a pessoa simplesmente desmonta.
 
- Mas... então eu desmaiei? Viu quando aconteceu?
 
- Vi. Por isso estava lá.
 
- Estava lá para me acudir na hora que caísse?
 
- Sim. 
 
- E como poderia saber que eu ia cair?
 
- Fui chamado a prestar-lhe os primeiros cuidados.
 
- Foi chamado! Quem chamou?
 
- Meus orientadores.
 
- E quem são eles? Alguma ordem de telepatas que prestam favores às pessoas que caem?
 
- Mais ou menos isso. Mas não é a todas as pessoas que caem.
 
- Sei. Só os escolhidos! Aí me escolheram para que ajudasse a me levantar.
 
- Em parte é verdade. Só auxiliamos os escolhidos, mas não só ajudamos a levantar, auxiliamos em todo o processo de readaptação.
 
- Como readaptação? Eu só caí, não fiquei aleijado.
 
- Chegamos. Disse o velho.
 
À nossa frente  uma grande porta de madeira, de 2 folhas, que eu jurava não estar alí alguns segundos antes. Havia a porta e mais nada, não havia muros ou se houvessem estariam por trás da escuridão. Via-s e a porta e o escuro.
 
Olhei para trás e vi um caminho que se perdia no horizonte e apenas uma trilha no meio da relva baixa, nenhuma árvore, nada.
 
- Tudo bem! Agora vamos esclarecer umas coisas. Chegamos onde? Para onde me trouxe? Eu tenho que voltar para casa, agora lembro que estava preparando o almoço.
 
- Ahhhh! Chegamos ao Centro de Readaptação. Aqui será seu novo lar e não se preocupe que alguém terminará o almoço.
 
- Mas não posso! O que é isso? Estão me prendendo?
 
- Aqui não existem prisões. No máximo perímetros de excluídos que não se adaptam à nova realidade.
 
- Que nova realidade? Por favor, tenho que voltar. Andamos a esmo e nem sei o caminho para casa, pode me indicar?
 
- Sua nova casa é aqui, disse o velho.
 
Os portões se abriram e lá dentro vi algo tão maravilhoso que nunca poderia imaginar na vida haver igual. Na vida?
 
- Espera aí! Não está querendo dizer que eu...
 
- Como dizem no linguajar rude, você morreu!
 
- Mas não pode! Ninguém morre porque cai no chão!
 
- Quase nunca! Normalmente se morre primeiro, depois cai no chão.
 
- Mas eu estava vivo!
 
- Claro! Quem não estava antes de morrer!
 
- O que aconteceu?
 
- Simplesmente esgotou-se seu tempo naquela vida. Agora terá outros afazeres.
 
- Ai, Meu Deus! Isso só pode ser um sonho. Alguém me acorde, por favor!
 
- Essa é a maior realidade de toda a vida. De tudo que viveu, poucas coisas terão valor aqui. Aqui é que você viverá toda sua realidade.
 
- Mas não pode! Eu tinha tanta coisa a fazer! Os negócios, o almoço, o jogo do Goiás, a namorada que ainda estava por vir. Não, eu preciso voltar, ainda tenho muita coisa para fazer. Como eu faço para voltar?
 
- Talvez possa fazê-lo um dia, mas não agora.
 
- Olha! Veja bem! Vamos fazer o seguinte, você me dá um susto, eu sempre acordo na hora do pior nos pesadelos. Feito?
 
- Você está M-O-R-T-O!
 
- Puxa! Arruma um sustinho melhor!
 
- Vamos! Não temos tempo a perder. Seus orientadores o aguardam.
 
- Não! Não vou!
 
- Vai ficar aqui? Quando os portões se fecharem ficará à mercê daqueles que não se conformam em ter morrido ou que têm ódio de pessoas viventes e ficam incomodando-as. Quer ficar com eles?
 
- Não.
 
- Então vamos.
 
- Olha! Tem que ter um jeito. Com quem eu poderia falar. quem sabe ele entenderia meu caso. Eu não posso morrer. Justo agora que tinha começado até fazer academia?
 
- Primeiro que esse é um assunto decidido, só o Todo Poderoso é que pode fazer alguma coisa e se ele quisesse fazer já o teria feito, não acha? Segundo, todos que chegam aqui tinham mais alguma coisa a fazer.
 
- Mas eu... Eu simplesmente estava muito bem. Saudável, sem sentir absolutamente nada. Espera! Está vendo como não pode? Eu tinha pressão 12 por 8. Como que um cidadão que tem pressão 12 por 8 pode cair morto?
 
- Daquele jeito que viu você mesmo caindo.
 
- Mas não é normal!
 
- Então teve uma morte anormal.
 
- Está errado! Alguém cometeu um engano. Deve ser outra pessoa. Sei lá vizinho. Sabe como é em Goiânia e Aparecida tem muito disso. Acho que tem umas 10 ruas com o mesmo nome da minha. É isso! Mataram o sujeito da rua errada.
 
- Aqui ninguém mata ninguém e para seu conhecimento eu apenas peguei em sua mão depois que estava morto.
 
- Tem alguma coisa errada. Aqui tem que ter um gerente, um responsável.
 
- E tem.
 
- Então vamos falar com ele. Eu posso explicar tudo e verá como vamos concluir que a malfadada rua era outra. Quer dizer, era a mesma, só que em outro bairro.
 
- Mas era justamente falar com o responsável que estávamos indo, quando se recusou a entrar.
 
- É mesmo? Não, chama ele aqui. Eu quero falar com ele aqui. Afinal de contas o erro é de vocês e não meu.
 
- O "responsável" como diz, é uma pessoa de muitos afazeres, não pode ir atrás de todo mundo que se diz injustiçado.
 
- Mas ele me matou por engano, não entende? Então ele que venha aqui para desfazer o erro. E logo, porque o sujeito que deveria ter morrido está lá vivinho e eu aqui, sei lá o que.
 
- Infelizmente não é possível. O máximo que posso fazer é pedir que um de seus orientadores o convença.
 
- Eu não quero que ninguém me convença que eu morri. Eu quero é voltar. Escuta, está mais do que claro que foi um engano. Eu nunca fui nem hospitalizado! Como alguém pode morrer sem ter passado pelo menos uma noite no hospital, hein? Se fosse pelo menos acidente! Deus me livre! Não, foi engano.
 
- Acredita mesmo que o Todo Poderoso possa ter-se enganado?
 
- ELE, não. Mas se fosse por ELE, acho que ia me deixar primeiro ficar doente, depois... depois ia... não... não. Sei lá! Posso pelo menos saber exatamente do que morrí?
 
- Isso sim. Poderá saber tudo sobre você, basta entrarmos.
 
- Eu poderei ver o pessoal de novo?
 
- Claro que sim!
 
- Hummm! Poderei me despedir dos amigos que tenho lá no meu... blog?
 
- Isso teremos que ver com seu orientador.
 
- E está esperando o que para chamá-lo? Vamos, eu quero falar com ele.
 
- Antonio José? Uma voz maravilhosa de mulher me chamava de dentro do muro. Era uma voz tão suave, tão meiga que não havia quem não se acalmasse ouvindo-a. Será que enfim teria encontrado a mulher ideal?
 
- SSim?
 
- Dando trabalho ao emissário?
 
- Se emissário é esse aqui que me matou...
 
- Ele não o matou, sabe disso. Era o momento que você mesmo havia escolhido. Vai se lembrar de tudo quando conversarmos.
 
- Você é minha orientadora?
 
- Sou uma das pessoas que lhe dará toda a ajuda que necessita para sua readaptação aqui na colônia.
 
- Eu perguntava ao cara aqui se não havia um jeito de terem se enganado, matado a pessoa errada, sabe como é, aqueles endereços de Goiânia, um mundo de ruas 6, 7, 12. A minha V-08 deve ter umas 5 ou 6. Pode muito bem ter alguém numa delas precisando ir dessa para a melhor e...
 
- Não foi engano. Isso já foi discutido.
 
Aquela voz suave tinha um timbre um tanto autoritário, difícil de contestar.
 
- Tá, eu só estava pedindo para me despedir dos meus amigos lá do blog.
 
- Isso poderá ser feito a seu tempo, disse a voz. Vamos, venha! Venha sentir toda a paz e suavidade de seu novo lar.
 
- Por falar em paz, devem saber que eu tinha dito que iria me aposentar e iria morar num tal paraíso que a Liege me falou, estava planejando até comprar um jegue com umas caixas de isopor revestidas de couro, para vender cerveja na praia, Lembram? Então, como posso ter morrido? Tem algum engano. Alguém muito importante disse que promessa é dívida e eu tinha prometido para mim mesmo que depois de aposentado iria para um paraíso daqueles, mas não era o paraíso oficial. E veja que nem aposentar me aposentei.
 
- ANTONIO JOSÉ! Disse a voz suave num tom mais que autoritário, um tom que não deixava mais dúvidas. Pensei ainda em pedir para terminar o almoço, mas vi que não tinha jeito. Eu tinha que entrar.
 
- Só mais uma perguntinha! Aqui posso namorar? Sabe como é, né?
 
- Aqui temos coisas melhores que os prazeres carnais, verá que não sentirá falta de nada do que conheceu naquela vida.
 
Olhei mais uma vez para trás na esperança de acordar ou mesmo de ver alguém conhecido, mas o velho que me matou colocou suas mãos sobre meus ombros e... entramos! 
 
Pois é amigos, foi assim! Por isso tive que fechar o meu blog.
 
Só que teimoso que sou e ao mesmo tempo incapaz, ao publicar essa historiazinha, ficou impossível fechar o blog porque senão ninguém saberá o ocorrido. Assim, sempre que tiver um tempinho, como venho fazendo há quase um ano, voltarei aqui para encher a cabeça de todos com essas minhas loucas histórias.
 
Ninguém precisa se preocupar porque não publicarei nunhuma história do ALÉM!
                 
13 Januar

Abatido e Desolado

Vou fazer como fez a Lui, deixar aqui um recado para a Nayá, se porventura por aqui ela aparecer.
 
Querida Nayá,
 
Se decidiu por bem afastar-se deve ter algum motivo mais do que plausível, espero que não seja nada tão grave que possa nos privar de você por muito tempo.
 
Saiba que todos nós, falo em nome de todos que conheço porque sei que os sentimentos são parecidos, aprendemos a gostar muito do seu jeito irreverente, de seus escritos contagiantes, enfim da pessoa maravilhosa que demonstrou sempre ser.
 
Para mim particularmente ficou um vazio difícil de completar.
 
Onde encontrar alguém que se disponha a me defender como o fez no caso das granolas? Alguém que me faça publicar um frango com pequi? Onde lerei algo parecido com cair de avião em plena selva amazônica? Onde ver fotos e ler o relato de uma menina sapeca fazendo tirolesas, rapéis e outras coisa suicidas.
 
Deixará aqui muitas lembranças que nunca poderão ser substituídas.
 
Como um pai amoroso só posso lhe desejar muitas Felicidades e que Deus a Proteja em sua caminhada.
 
Até Breve!
 
Beijos
08 Januar

Fazer o que?

Estou há mais de 2 horas aqui olhando para o monitor, tentando pensar em algo para escrever, mas absolutamente sem nenhuma ideiazinha na cabeça.
 
Será que no afã de salvar meu notebook acabei transferindo minhas memórias para ele?
 
Esse safado que me deixou na mão por um mês, uns 15 dias funcionando quando lhe dava na telha e depois apagado por completo. Eu ficava com dó dele, olhando-o sobre minha mesa, quietinhoooooo! Parecia dormir, o morto! Ele que tanto tinha prestado serviços para mim, agora jazia ali sobre a mesa. Nada mais de mensagens "Este programa executou uma operação ilegal e será fechado", ou aquele apitinho estridente quando entrava em hibernação, ai que saudades daquela linda canção de entrada do Windows! Será que o Bill Gates encomendou de algum compositor famoso? Aquela musiquinha só pode fazer parte de uma sinfonia, e das boas!
 
Pois é! O Corcunda de Notre Dame, aqui, agora tem mais memórias, hd melhor, é verdade que ainda tem o buraco do drive de disquete aberto, a tampa que não fecha, o teclado que parece estar flutuando, mas de resto está tudo funcionando. E eu?
 
Vou ficar aqui sem meu Tico e Teco? Nadinha de nada? Nem um pedacinho de uma piadinha?
 
Não! A do elefante que caiu na lama é trágica. Além de ser da época dos faraós. Do Português... Não vamos ofender os amigos de além mar. Tá certo que eles lá também nos apurrinham com uma piadas, mas não é o caso agora.
 
Da secretária eletrônica do Lula? Deus me Livre! Todo mundo cansou de ouvir e ademais ninguém quer se lembrar de política agora.
 
Ah! Do sujeito negro... Isso aqui é um lugar público! Não vamos cair na baixaria!
 
Bom, do Joãozinho ninguém pode reclamar. Tem aquela da professora que ensinou a diferença entre prosa e verso e pediu aos alunos os exemplos. IIIIIIHHHHH! Moisés, não o marido da Liege, o outro mesmo, já contava essa antes de atravessar o mar.
 
Da loira? ... Menino? Qual é? Se não tem inspiração melhor, desligue e vá ao supermercado. Quem sabe acontece qualquer coisa no caminho!
 
Deus quando criou o mundo! ... Essa sua mania de brincar com o Todo Poderoso! Por isso está aí, sem neurônios! Vá, dá uma voltinha, quem sabe?
 
Do viado? Nem pensar!
 
Freira? Padre? Coroinha? Nada disso!
 
Mineiro? Carioca? Nordestino? Ó tem aquela dos baianos indo para São Paulo... Chiiiii! Só de tempo que os baianos estão voltando de São Paulo já vai uns 20 anos. Pega um livro, sempre é bom pensar em outra coisa. Se é que pensa.
 
Sogra? HHHum!
 
Judeus? Não tem nenhum judeu, que eu saiba. E se o agiota ler? Quem vai lhe tomar 10% de juros para uma emergência?
 
Bêbados? Não acabou de dizer que está sem memória? Como vai lembrar de algum fato, ainda mais depois de beber.
 
Loucos! Mais? Já não chega isso tudo?
 
De advogados! Tem umas boas! A Nayá e a Lui mandam te trancafiar.
 
De médicos? Eles sempre receitam os remédios mais caros mesmo! Nem pensar! A Ângela e o Hércules nunca mais lhe dirigem a palavra. Mas ela falou mal do corcunda, merece uma piadinha! Nã nã nã.
 
Então tá difícil! É mesmo. Deixa de pensar em contar piada e coloca algo mais sério, então! Como? Se não consigo lembrar de uma piadinha inteira, imagina coisa séria!
 
Já sei! Uma de gago! Que eu saiba ninguém é gago e piada de gago sempre é leve, serve para qualquer idade. Tem alguma com menos de 100 anos? Bom... Vamos ver...
 
O gago que foi fazer entrevista para locutor... Não.
 
Aquele que precisava contar até 10 para abrir o para quedas!!! Não, e acabou de contar.
 
Daquele que foi vender Bíblia para ajudar a igreja!!! NÃO!
 
Atendendo o telefone? Nãããão!
 
Pescador! Essa não tem jeito! Se não puder contar uma piada de pescador aí já é demais! Huuuummmm! Alguma com menos de 20 anos?
 
Vamos ver...
 
Dois amigos arrumaram a tralha e rumaram em sua caminhonete para uma pescaria no pantanal.
 
Durante a viagem, no meio da noite, prenuncia-se um tremendo temporal. Vendo uma fazenda próxima, resolvem pedir para pernoitar até passar a tempestade.
 
Quando batem na porta são recebidos por uma linda mulher, que lhes diz:
 
- Estou viúva há pouco tempo e não ficaria bem para minha reputação dar abrigo da dois homens.
 
Um dos amigos retruca:
 
- Pode ficar tranquila, senhora, dormimos no celeiro.
 
E assim fizeram.
 
Nove meses depois um dos amigos recebe uma carta do advogado da viúva. Imediatamente liga para o amigo.
 
- João! Lembra-se que dormimos naquele celeiro quando fomos pescar?
 
- Claro!
 
- Você não saiu no meio da noite e foi até a casa da viúva?
 
- Para ser sincero, fui.
 
- Mas você não deu meu nome em vez do seu?
 
- Desculpe mas é verdade. Disse que era você. Porque?
 
- Muito obrigado! Ela acabou de morrer e deixou toda sua fortuna para mim.
 
E isso é piada? Mais parece Conto de Natal. Ainda bem que poucos terão paciência para chegar a ler. Da próxima vez que estiver sem idéias para escrever, desligue tudo e vá passear. É bom para os nervos e não perturba a paciência dos visitantes.
 
Pudera! Com tantas restrições!   
 
 
  
04 Januar

A Verdade!

 
Para  quem ainda não tem conhecimento, fiquei sem meu notebook desde o dia 18/12 e após tantos desencontros, acabei, finalmente, de colocá-lo em ação.
 
Como alguns chegaram a dizer que o equipamento que estamos desenvolvendo é uma obra de Frankinstein, poderão verificar que o verdadeiro Frankinstein acabou sendo meu notebook.
 
A VERDADEIRA HISTÓRIA DE FRANKINSTEIN
 
Tudo começou em junho, quando meu filho teve a correia da maleta de seu notebook quebrada e o mesmo despencado ao chão, quebrando o monitor.
 
Como ele necessita mais do que eu, pois sai mais vezes e como nossos equipamentos são semelhantes, o dele é melhor coisa mínima, trocamos o monitor do meu e passei a usar monitor externo.
 
Tudo corria bem até que um novo serviço que meu filho tinha que fazer exigia um equipamento melhor, obrigando-o a fazer todo o serviço no equipamento do cliente, o que acabava travando muito o trabalho que poderia ser feito em casa. Por velhice ou pela queda sofrida, o notebook de meu filho apresentou problemas no processador que não foi encontrado na cidade, obrigando-nos a um esforço para adquirir um novo notebook.
 
Consertaríamos depois o dele, que ficaria comigo e o meu passaríamos para outro local.
 
Depois de um certo tempo na assistência técnica, decidiu-se que somente em São Paulo poderia ser encontrado um processador para substituir o defeituoso.
 
Em São Paulo foi detectado que também a placa mãe estava com defeito e só uma outra de segunda mão justificaria o conserto, placa que no final não foi encontrada.
 
No dia 17/12, meu notebook começou a apresentar problemas no teclado e decidimos pedir o retorno do outro que estava no conserto para fazer uma mixagem entre os dois e salvar um deles.
 
Aí começaram os problemas!
 
Meu notebook parou de funcionar de vez e o pessoal da assistência técnica de São Paulo não enviava o outro.
 
Primeiro alegaram que não trabalhavam com transportadoras, somente com Sedex. Depois que teria que ser Sedex à cobrar, pois não poderiam receber o dinheiro para o pagamento antecipado do transporte, depois falha na comunicação com a central deles. 
 
O fato é que chegou o dia 24/12 sem que o notebook houvesse sido despachado. Como viajaria no dia 25 não havia como eu ter minha máquina mixada.
 
Estressado, com a falta que me faz a maquininha, cheguei a tentar comprar um novo, mas as seguranças bancárias não permitiam que fosse feita transferência de fundos para o fornecedor e não havia cheque assinado para o pagamento.
 
Enfim fui forçado a abdicar de meu prazer em estar conectado e poder ainda fazer algum trabalho, mesmo nos dias de descanso, viajei mancando pela falta daquele instrumento.
 
Retornando e conseguindo, finalmente, retirar a máquina nos Correios, verificamos que minha placa mãe não encaixava na caixa do outro notebook.
 
Fomos obrigado então a transferir as peças melhores para o meu, que desde o final de 2004, depois de uma queda inexplicável, ficou empenado, com a tampa sem fechar e o teclado parecendo estar suspenso sobre o equipamento.
 
Assim fizemos o Frank Stein, meu querido notebook!
 
A caixa empenada, placa mãe e memórias do meu, monitor, hd, teclado e drive de CD, do outro, abdquei do drive de disquete, onde agora tem um buraco para melhor ventilação.
 
E... Está novinho! Parecendo filho caído da cama com 1 mês de vida. Todo torto, cabeça enfaixada, mas VIVO!
 
Para quem mal sabe escrever está até bom demais. Quando eu adquirir meu Pentium XIV, com HD de 20 Gb e 10 Terabites de memória, esse meu Frank continuará aqui comigo, como lembraça dos velhos e bons tempos.
 
Como o tempo que fiquei fora foi razoavelmente grande, peço desculpas a todos os amigos por atualizar minhas visitas ao longo dos próximos dias, afinal o notebook, ou a falta dele, me fez também atrasar muito de meu trabalho.
 
Desejo a todos um 2006 cheio de Paz, Alegria, Realizações e sobretudo de muito Amor e Dedicação aos menos agraciados!  
 
 
17 Dezember

O Sentido da Vida!

Republicado em 24/12/2005 às 7:30 hs.

Tive que retirar o fundo do texto que estava causando problemas.

Até o presente momento estou despido de meu notebook, o que faz com que use o cp da secretária, por isso  raramente estou entrando nesse barraco.

Quero desejar a todos os amigos que por aqui passam e que se tornaram pessoas de minha mais alta consideração, um NATAL repleto de felicidades, mesa farta e sem esquecer de ao menos um Pai Nosso junto aos seus, e um ANO NOVO cheio de realizações. Desejo a todos que no próximo ano consigam realizar todos os seus projetos de vida e estar mais em paz consigo e com os seus.

Um grande Beijo às damas e um caloroso abraço aos cavalheiros. 

Qual o verdadeiro sentido da vida? Quem dera eu soubesse! Se alguém souber me avise. Não digam que é a busca da felicidade, amar, ajudar o próximo, elevar o espírito, tudo isso faz parte da vida, mas não dá sentido a ela, é parte dela. Devemos ser felizes, devemos amar, devemos ajudar, aprender, mas esses não devem ser os sentidos primordiais e únicos da vida. Então, qual o sentido da vida? É feliz, ajuda seu próximo, ama verdadeiramente, é despreendido, tem bons sentimentos, mas como anda sua vida? Já parou para pensar nisso? Tomemos por exemplo uma pessoa com as características acima. Tem praticamente tudo que todos desejariam, mas tem suas responsabilidades, tem suas necessidades e delas não pode abrir mão. Essa pessoa trabalha, estuda, come, bebe, faz amor, sorri, sente compaixão, ora, tem amigos... Levanta-se pelo soar do despertador que lhe informa não ser mais prazeroso ficar na cama por algum tempo mais. Toma rapidamente café, beija de toque o amor, porque o trânsito só vai piorar dali para a frente. Troca algumas palavras e cumprimentos com alguns colegas de trabalho e envolve-se na responsabilidade. Hora do almoço, sai rápido para ainda conseguir um tempinho depois do almoço para pagar aquela conta que não pode deixar para amanhã, ou comprar algo. Fica a todo momento observando o relógio para não se atrasar no retorno ao trabalho. Mais uma rodada de responsabilidade até o toque de saída. Um desabafo, missão cumprida. Toma umas cervejas com colegas até que o trânsito melhore para retornar para casa. Troca algumas palavras com o amor enquanto a refeição é preparada, ouve uma música, toma um drink, vê a novela ou o filme na tv, um banho para relaxar, deita-se, faz amor, sente uma intensa vibração como se todo o mundo lhe pertencesse naquele momento, relaxa, liga o despertador para o dia seguinte realizar as mesmas coisas. Tá! Nem todo mundo é assim. Tem os que jogam futebol toda terça, os que vão ao shopping toda quarta, os que ficam no bar até mais tarde na quinta, os que não perdem o teatro na sexta. Mas e aí? Tudo não passa de uma esdrúxula rotina. E para quê? No final do semestre ou do ano pegar o carro, o avião e passar aquelas férias na praia, ou na serra ou na casa de parentes. Tudo para voltar à velha rotina 15 ou 30 dias depois. No final do ano só se apercebe que mais um ano passou quando lhe desejam um "Próspero ano novo" e automaticamente retribui, sem ao menos pensar que mais um ano se passou e ainda não percebeu qual o sentido da vida. Há muitos anos vejo, às vésperas do Natal, casas enfeitadas, gente "feliz" se atropelando pelas calçadas na busca de comprar o último presente, mesas fartas, muitos cumprimentos, saudações, bebidas e guloseimas das mais variadas. E o principal? Onde anda o Aniversariante do dia? Oraram pela paz no mundo? Mas tem paz interior? Entre tantos, lembrou-se do infeliz que dorme sob a ponte sem saber quando terá a próxima refeição? Deu algumas roupas e alguma comida a uma sociedade beneficente. Mas e o calor humano? E sentir na pele sentar-se em uma calçada e comer com a mão junto aos menos providos? Já tentou? Na passagem do ano despede-se dos maus momentos que passou, pede, implora por um ano mais feliz, mais afortunado. Mas sabe exatamente porque teve maus momentos? Tem noção de que o que quer é exatamente o que o deixará feliz? Aquele emprego em cargo importante com salário melhor, não o deixará mais feliz, porque junto com ele virá, mais responsabilidades, mais horas no trabalho, mais aborrecimentos, menos tempo a dedicar a si próprio ou ao seu amor. Aquela casa nova? Ou o carro? O deixarão feliz por menos tempo que o tempo que levará para pagar. Ainda devendo estará olhando para uma casa com algo mais ou um carro mais possante ou confortável. Mas, já viu o tanto que é gostoso dormir tranquilamente em uma rede? Sentir a brisa pelo corpo a cada balanço? Uma simples rede... Nunca perderá o seu encanto e sempre desejará deitar-se alí para um repouso após uma exaustiva jornada. Sua vida se resume em trabalhar, comer, beber, dormir, fazer amor, ter alguns amigos, ir ao shopping, ao futebol e uma ou outra viagem de férias, quando não resolve trocar a tv por uma de plasma que leva o dinheiro das férias e ainda uma parte do décimo terceiro, e a viagem é adiada para o próximo ano, se não tiver que trocar o carro, o piso, o sofá. A vida não passa de uma rotina, mesmo para os que exercem atividades com diferentes conotações diárias, não deixa de ser uma rotina. O que pode ser feito então? Diante da sociedade em que vivemos e das obrigações, leis, padrões, pouco podemos fazer para nos desvencilhar dessa malha que nos envolve e não pemite que tenhamos uma vida plena. Só uma vida plena poderia nos mostrar o verdadeiro sentido da vida. Na vida plena não há despertadores, pois todos são responsáveis por suas tarefas. Na vida plena o casal faz junto seu café da manhã e dependendo da satisfação de um ou de outro, pode-se esperar por ele confortavelmente na cama. O simples café da manhã é saboreado como algo inebriante e os gestos de carinho e satisfação de ambos completam o prazer do momento. As tarefas podem ser interrompidas para cumprimentar um colega ou amigo mais efusivamente e delongar prazerosa e agradável conversa, pois o horário não é rígido e a tarefa deve ser cumprida com responsabilidade. O almoço e o jantar são feitos sem atropelos degustando cada ingrediente, imaginando como foram feitos, plantados, colhidos, industrializados. Sempre nesses horários a conversa é agradável, sem alterações e menos ainda imposições ou obrigações. A música não é só ouvida, mas contemplada! Sentida! O filme da mesma forma deve ser vivido, deve traduzir algo novo, físico ou metafísico, humor ou tragédia, romance ou guerra. O amor sempre é precedido de carinhos, elogios, toques, em ambiente convidativo, mesmo sendo dentro de um velho fusca. A concretização do prazer tem aromas a serem sentidos, beijos agradecidos, aconchego de corpos, tudo visando demonstrar o total envolvimento do ato e o agradecimento por amar. Na vida plena as férias são a rotina. Na vida plena escolhe-se o local de moradia pelo prazer e não pelo índice de emprego. As tarefas são exercidas por vocação e não pelo que possam render. Sem aprofundar demais no assunto, visto que não sou nenhuma autoridade e tampouco procuro viver essa vida, sinto que somente encontraremos o verdadeiro sentido da vida se nos despirmos dos conceitos que nos foram infundidos, refundarmos a sociedade como algo voltado para o ser humano. Não se trata de nenhum novo fundamento filosófico, político ou religioso e sim de levar o ser humano a sentir-se plenamente satisfeito com o que tem e com o que é. Imensas cidades, sociedades antagônicas e sem laços, a busca pelo poder, a ânsia por ganhar mais, a ganância, a inveja, a ingovernabilidade, acabam levando todos a tirar férias. Para fazer o quê? O que deveria fazer todos os dias de sua vida. Divertir-se, ter prazer, estar plenamente realizado, feliz. Passamos 15 dias por ano na praia, na serra, nos campos, quando deveríamos ter tudo isso à nossa disposição todos os dias do ano. Claro que todos já viram pôr e nascer de sol, uma planta que nasce, uma flor que desabrocha, um sorriso de menino, o olhar perdido de um ancião. Mas com que intensidade vemos isso? Vemos que todos os dias o sol nasce e se põe em lugares diferentes, com imagens do céu diferentes? A planta que nasce, a flor que desabrocha, já tentou acompanhar esses acontecimentos detalhadamente, cada detalhe a cada dia? Já pensou o motivo tão simples por que uma criança sorri? Já pensou o que estará pensando o ancião em sua cabeça contemplativa? Não é coisa de criança andar na lama, quando foi a última vez que sentiu seus pés soterrados na lama e suas mãos tentando fazer um castelo? Aprendeu que tomar chuva pode deixá-lo doente? Não se adoece quando a mente está envolvida pelo prazer. Não aquela chuva que o pegou desprevenido e teve que correr para não estragar os sapatos, ou prejudicar o penteado ou a roupa, antes de um encontro de negócios. Sair pela chuva, descalço, sentir cada gota que escorre pelo corpo, cada pingo que arrepia o corpo, chutar a enxurrada, deixar a mente livre para pensar sem responsabilidade. Coisa de louco? Prefiro ser assim louco, a escravisar meu ser em uma vida sem sentido. Por tudo isso, peço ao Meu Pai, nesse Natal, em nome de todos os seus filhos, um dia possamos despertar para uma nova sociedade, mais humana, mais solidária, mais feliz. Peço que possamos um dia, ver nossos filhos ou netos, confiantes e certos de que têm absoluta consciência do que é o... VERDADEIRO SENTIDO DA VIDA! Antecipo meus votos de um Feliz Natal, com a participação efetiva do Aniversariante, motivo maior da comemoração e que o Ano que se aproxima sirva para nos concientizarmos um pouco mais sobre o verdadeiro sentido de nossas vidas.